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Flávio Bolsonaro defende mandato de 5 anos sem reeleição

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, reafirmou nesta quinta-feira (8) sua intenção de extinguir a reeleição para cargos do Poder Executivo. O parlamentar declarou que, caso saia vitorioso na disputa contra o presidente Lula (PT), não buscará um segundo mandato, defendendo que a mudança nas regras eleitorais seja implementada já durante a sua eventual gestão.

O papel do Legislativo na reforma

Embora defenda a alteração, o candidato reconheceu que a palavra final sobre o formato da mudança cabe aos parlamentares. Segundo ele, o tempo de duração do mandato e a abrangência da medida — se incluiria prefeitos e governadores — serão definidos através do trâmite nas casas legislativas.

“Não tem que valer só para o futuro. Para mim, devia valer já no meu mandato. Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir”, disse o senador.

Compromisso com o futuro do país

Ao abordar a motivação para a proposta, o postulante ao Planalto argumentou que sua candidatura não é movida por um projeto de poder pessoal, mas por uma visão de longo prazo para o Brasil. Em discurso proferido na quarta-feira (7), ele reforçou a promessa de cumprir apenas um mandato, caso eleito.

“Eu não estou disputando o poder; estou disputando o futuro do meu país, o futuro para as minhas filhas, para as filhas de vocês que estão aqui, para quem nos está a assistir. Então fiz o compromisso de não concorrer à reeleição”, declarou.

Estratégia parlamentar e Constituição

A pauta de reformas defendida pelo senador inclui o uso da articulação política no Congresso para viabilizar alterações na Constituição Federal. Em evento realizado em Goiânia, na terça-feira (6), ele detalhou a estratégia de eleger aliados para o comando da Câmara dos Deputados como passo fundamental para o que chamou de “redemocratizar o país”.

“Com a maioria no Senado, com a maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para gente mudar a Constituição e redemocratizar esse país”, disse Flávio.

Durante o encontro, que contou com o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), o candidato se posicionou como a principal barreira contra uma guinada política no Brasil. “Hoje eu sou o único empecilho para este país não virar uma Venezuela”, afirmou.

Vale ressaltar que, juridicamente, as cláusulas pétreas da Constituição só permitem alterações voltadas à ampliação de direitos. Contudo, mudanças estruturais podem ser realizadas via Proposta de Emenda à Constituição (PEC), desde que alcancem o quórum qualificado exigido nas duas casas do Congresso Nacional.

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