Alckmin foca em eleitores que se abstiveram para virar placar
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), definiu como prioridade máxima da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a conquista dos eleitores que não participaram da primeira etapa do pleito. Para o vice, reverter o cenário atual depende diretamente da mobilização desse contingente de cidadãos que optou por não comparecer às seções eleitorais.
O peso da abstenção no segundo turno
O cálculo estratégico da coligação petista leva em conta um dado expressivo: a abstenção nacional atingiu a marca de 33 milhões de pessoas. Esse número é significativamente superior à vantagem de 2,2 milhões de votos que separa os dois candidatos que disputam o comando do Palácio do Planalto. A meta é, portanto, converter parte desse grupo em votos favoráveis a Lula.
Durante uma entrevista realizada em São Paulo, logo após marcar presença em um evento do movimento Judias e Judeus pela Democracia (JJpD), o vice-presidente reforçou o plano de ação: “Vamos conversar com os eleitores, motivar quem não foi no primeiro turno para ir votar no segundo turno”, disse o vice-presidente, durante entrevista após participar de um ato do movimento Judias e Judeus pela Democracia (JJpD), em São Paulo.
Agenda religiosa como ponte de diálogo
Para ampliar o alcance da campanha, Alckmin tem cumprido uma intensa agenda de aproximação com diferentes segmentos religiosos. O cronograma deste sábado incluiu uma participação na sabatina “Evangélicos com Lula”, conduzida pelo pastor Ed René Kivitz, além do encontro com a comunidade judaica no período noturno.
Próximos passos da campanha
A estratégia de diálogo com os fiéis não deve parar por aí. O vice-presidente já tem confirmada sua participação em uma missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, agendada para o dia 12 de outubro. A data, que celebra a padroeira do Brasil, é vista pela equipe de articulação como um momento chave para dialogar com o eleitorado católico e reforçar a mensagem de unidade da chapa.
A ofensiva de Alckmin busca consolidar apoios em nichos onde a rejeição ao PT é historicamente mais alta, utilizando a presença do vice — conhecido por seu perfil moderado — para transitar entre diferentes denominações e grupos sociais antes da decisão final nas urnas.
