ANP investiga combustível após acidentes aéreos na Pampulha
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma apuração técnica no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para verificar se houve adulteração ou má qualidade no combustível de aviação. A ação ocorre após dois acidentes fatais com aeronaves que decolaram do terminal mineiro na última sexta-feira (9).
Fiscalização e análise laboratorial
Na última terça-feira (13), fiscais do órgão estiveram no local para coletar amostras dos produtos utilizados no abastecimento. Além da análise química, que será realizada em laboratório, a equipe examinou detalhadamente os registros operacionais de fornecimento. A medida busca esclarecer se algum fator externo relacionado ao combustível pode ter contribuído para as quedas.
“Dentro de suas atribuições legais, a ANP verificará a existência de possíveis irregularidades relacionadas à qualidade dos combustíveis, bem como aos procedimentos de fornecimento e abastecimento”, afirmou a ANP à TV Globo.
Contexto dos acidentes aéreos
As tragédias resultaram em quatro mortes. O primeiro caso envolveu um monomotor que caiu sobre os trilhos do metrô em Belo Horizonte logo após a decolagem, vitimando o piloto. Poucas horas depois, um bimotor da Polícia Militar de Minas Gerais caiu próximo ao Aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, resultando no falecimento de três policiais militares.
Tanto a Polícia Civil quanto o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, seguem com as investigações para determinar as causas dos acidentes. A ANP informou que as últimas fiscalizações no local haviam ocorrido em outubro de 2025, ocasião em que nenhuma irregularidade foi encontrada.
Possíveis medidas cautelares
Embora as investigações estejam em fase inicial, o órgão regulador não descarta sanções caso falhas sejam comprovadas. Segundo a ANP, poderão ser aplicadas “medidas cautelares, incluindo a interdição de instalações, mas somente se forem constatadas irregularidades graves que justifiquem tais providências”.
Até o momento, tanto a Polícia Militar quanto a empresa privada proprietária da outra aeronave envolvida declararam que a manutenção de seus equipamentos estava em dia. A Agência Nacional de Aviação (Anac) também confirmou que não foram detectadas pendências nos registros dos aviões.
