Minas Gerais vira o principal palco da disputa presidencial no segundo turno
Considerado um verdadeiro termômetro do resultado nacional e o segundo maior colégio eleitoral do país, o estado de Minas Gerais entrou na mira central das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro para a disputa do segundo turno pela presidência.
A disputa pelo segundo maior colégio eleitoral
Enquanto o candidato do PT tenta reverter o cenário e buscar votos no território mineiro — onde registrou 48,29% dos votos na primeira etapa —, o representante do PL trabalha para ampliar a margem conquistada em 4 de outubro, quando obteve 48,24% contra 43,33% do adversário. Para alcançar o eleitorado, ambos apostam na força de aliados políticos e em atos de rua e nas redes sociais.
Desde a redemocratização em 1989, todos os presidentes eleitos no Brasil venceram em solo mineiro. O território também é classificado por especialistas como um estado pêndulo, devido à alternância de preferência política dos votantes nas últimas três décadas.
Estratégias e mapas eleitorais distintos
No primeiro turno, a taxa de abstenção em Minas Gerais chegou a cerca de 22%, somando mais de 3,7 milhões de ausências. O cenário revelou divisões geográficas bem marcadas entre os dois principais concorrentes ao Palácio do Planalto.
“Flávio venceu em nove das dez maiores cidades mineiras. Lula, por sua vez, foi mais votado em mais municípios. Isso mostra que há mapas eleitorais diferentes dentro de Minas e ajuda a explicar por que os dois querem voltar: cada campanha tenta ampliar sua vantagem onde já tem força e reduzir a distância onde está atrás”, avaliou Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas.
Agenda dos candidatos no território mineiro
O petista esteve em Juiz de Fora e Ipatinga, contando com o reforço de lideranças como a senadora eleita Marília Campos e parlamentares progressistas. Do outro lado, o candidato do PL passou por Capelinha, acompanhado por figuras de destaque digital e político, como o deputado federal Nikolas Ferreira e o senador eleito Domingos Sávio.
As manifestações populares também ganharam força nas ruas de Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora e outras regiões, servindo tanto para energizar as bases quanto para alimentar o engajamento nas redes sociais durante a reta decisiva da eleição.
