Cleitinho Azevedo quer ‘rever contrato por contrato’ das estradas em Minas
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), concedeu entrevista exclusiva em Divinópolis e destacou que a sua gestão terá como prioridade fiscalizar acordos firmados pelo poder público, começando pelas rodovias estaduais que cortam o território mineiro.
Diálogo com o governo federal e foco nas estradas
Durante a campanha, as condições precárias da malha viária foram as principais queixas ouvidas pelo político durante suas viagens pelo estado. O objetivo da nova administração é abrir conversas imediatas com o chefe do Executivo federal recém-eleito para buscar alternativas voltadas à gestão da dívida mineira e à captação de novos recursos.
“A minha primeira ação, assim que for eleito o presidente, vai ser sentar com ele e dialogar para tratar sobre Minas Gerais. Estou falando aqui de estrada, o que eu mais rodei e o que eu mais ouvi de reclamação foi estrada (…) Eu quero rever contrato por contrato”, declarou.
Na área da saúde pública, o plano é descentralizar os atendimentos por meio do fortalecimento de hospitais regionais, Santas Casas e instituições filantrópicas. A meta principal é evitar que cidadãos precisem viajar centenas de quilômetros para conseguirem tratamento médico adequado.
Participação ativa do vice-governador na gestão
Sobre a articulação política, Cleitinho comentou a proximidade com o vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, com quem mantém contato há cerca de seis anos. O acerto para a chapa ocorreu no início de 2026, período em que Falcão presidia a Associação Mineira de Municípios (AMM).
“Ele (Falcão) estava com essa intenção também de vir candidato a governador ou senador, ele era presidente da AMM – Associação dos Municípios Mineiros – e a gente começou a conversar nesse processo de janeiro para cá (…) pela proposta que ele tem também de fazer um estado menor e centralizar mais nos municípios eu acho que vai dar um casamento perfeito”, destacou.
Atuação além das funções tradicionais
A intenção do governador eleito é ir além das atribuições constitucionais do cargo de vice e escalar Falcão para assumir o comando de uma secretaria de estado, garantindo forte presença na administração direta.
A medida reforça o alinhamento entre ambos em prol de um governo descentralizado, focado na autonomia das prefeituras e na otimização da máquina pública mineira.
Privilégios e compromisso com os mineiros
Ao refletir sobre os reflexos do novo cargo em sua rotina, o político questionou mordomias como a escolta policial e os vencimentos do Executivo, avaliando o salário de governador em cerca de R$ 40 mil frente às dificuldades enfrentadas por grande parte da população.
Encerrando as declarações sobre o pleito, ele direcionou agradecimentos tanto aos eleitores que depositaram confiança em sua candidatura quanto àqueles que votaram em outras opções políticas.
“Eu quero só agradecer a quem votou em mim, eu tive 6,3 milhões de votos e também a quem não votou, agora eu sou governador de todos e vou governar para todos, então, podem ter certeza de que eu vou ter comprometimento”, disse.
