Polícia prende suspeito de assaltos a passageiras de aplicativos em BH
Um homem foi capturado e cinco aparelhos telefônicos foram confiscados durante uma ofensiva da Polícia Civil realizada na manhã de segunda-feira (19). A ação teve como alvo uma organização criminosa especializada em roubar mulheres durante viagens de transporte por aplicativo na capital mineira e em municípios vizinhos.
Como funcionava o esquema criminoso
De acordo com o levantamento policial, os criminosos utilizavam um veículo de cor branca registrado na plataforma de mobilidade. Ao término da viagem, no momento em que as passageiras desembarcavam ou encerravam a corrida, um comparsa invadia o automóvel e dava início ao assalto. Em certas ocasiões, esse segundo indivíduo saía de dentro do porta-malas para surpreender as vítimas.
As mulheres eram mantidas sob grave ameaça e tinham a liberdade cerceada por determinado intervalo de tempo. Em seguida, os criminosos subtraíam quantias financeiras dos telefones celulares das vítimas e as abandonavam em pontos distintos. Essa modalidade delituosa foi identificada em bairros nobres como Buritis e Belvedere, em Belo Horizonte, além do Vila da Serra, situado em Nova Lima.
Fases da Operação Rebu Branco
Batizada em alusão ao automóvel empregado pelos criminosos, a ação mobilizou cerca de 60 agentes de segurança. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e duas ordens de prisão no Aglomerado da Serra, área localizada na região Centro-Sul da capital mineira. Com a nova captura realizada no bairro Pilar, dois dos três integrantes apontados pelas autoridades já estão detidos — o primeiro havia sido preso na semana anterior —, enquanto o último envolvido permanece na condição de foragido.
Próximos passos da investigação
Segundo explicou o delegado da Polícia Civil, Flávio Grosso, “o grupo que executava os crimes já foi identificado e reconhecido pelas vítimas.” Agora, o trabalho investigativo passa a focar na análise da rota do dinheiro obtido ilegalmente. A instituição também apura a suspeita de que os investigados tentavam criar novos cadastros nas plataformas de transporte para seguir praticando os delitos.
A expectativa da corporação é que a perícia nos telefones recolhidos permita rastrear o destino dos valores subtraídos e identifique eventuais coadjuvantes que tenham colaborado com o esquema criminoso na região metropolitana.
