Lula garante quarto mandato após virada histórica no 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assegurou sua permanência no Palácio do Planalto ao vencer o segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Em um cenário de reviravolta inédita, o petista superou o senador Flávio Bolsonaro (PL) após ter encerrado a primeira etapa da votação em desvantagem.
Números da votação e o crescimento nas urnas
O resultado final das urnas apontou 64.256.232 votos para Lula, o que representa 51,79% da preferência do eleitorado. Flávio Bolsonaro alcançou 59.826.041 votos, totalizando 48,21%. O diferencial para a vitória do atual presidente foi o aumento expressivo de sua base: entre o primeiro e o segundo turno, ele conquistou 10.376.694 novos votos, saltando dos 53.879.538 (45,16%) obtidos anteriormente.
Em contraste, o crescimento de Flávio Bolsonaro foi menor, somando 3.721.538 novos votos em relação aos 56.104.503 (47,03%) da primeira fase. A dinâmica do pleito também foi impactada pela migração de votos de candidatos eliminados — que somaram mais de 9,3 milhões no primeiro turno — e pela diminuição da abstenção, que caiu de 33.469.244 para 30.509.005 eleitores. Os votos nulos também apresentaram queda, reduzindo-se de 3.674.249 para 2.723.305.
Estratégia digital e o papel de André Janones
Diferente do que ocorreu no início da disputa, a campanha petista investiu pesado no ambiente online. O deputado reeleito André Janones (Rede-MG) tornou-se peça central nessa estratégia. Ele gerenciou um canal no WhatsApp, um canal intitulado “Exército do Lula”, que reuniu mais de 10 milhões de seguidores. Por meio da plataforma, o deputado federal mobilizou apoiadores do petista em “missões” nas plataformas digitais com o objetivo de conquistar novos votos para Lula.
Além da estrutura organizada por Janones, a campanha contou com o apoio espontâneo de fandoms, grupos de fãs dedicados a artistas internacionais como Taylor Swift, Beyoncé, BTS e Justin Bieber, que ampliaram o alcance das pautas do candidato nas redes sociais.
A força das mobilizações de rua
A reta final da campanha foi marcada por uma intensa ocupação do espaço público. O eleitorado jovem teve papel decisivo em manifestações que ganharam força nas principais capitais brasileiras. Em 11 de outubro, um ato na Avenida Paulista ocupou cerca de sete quarteirões. Esse número dobrou na véspera do pleito, em 24 de outubro, quando uma nova manifestação ocupou aproximadamente 14 quarteirões da mesma via, contando com a presença direta de Lula, que também participou de atos no Rio de Janeiro.
