Minidólar: análise técnica e pontos para operar nesta quarta
Os contratos de minidólar (WDOX26) com vencimento em novembro fecharam a última sessão (06/10) com recuo de 0,42%, cotados aos 5.005 pontos. O cenário econômico indica que os papéis devem refletir a persistência da pressão vendedora sobre a divisa dos Estados Unidos.
Cenário macroeconômico e câmbio
O dólar à vista registrou queda de 0,55%, fechando a R$ 4,9745, o que representa o menor patamar desde maio. O movimento continua atrelado ao resultado do primeiro turno das eleições e às expectativas em torno de ajustes fiscais. No exterior, a moeda americana também perdeu força frente a pares emergentes, enquanto o índice DXY teve baixa de 0,31%, atingindo 101,840 pontos.
Para quem opera day trade nos minicontratos, a atenção se volta para a sustentação do câmbio abaixo da barreira de R$ 5,00, além do fluxo de capital estrangeiro e dos desdobramentos políticos. O Banco Central atuou no mercado com a rolagem de 50 mil contratos de swap cambial, fator que também orienta os negócios. As referências imediatas para mensurar uma continuidade na baixa ou uma recuperação técnica encontram-se na mínima de R$ 4,9451 e na região de R$ 5,00.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o minidólar encerrou o dia no campo negativo, mas demonstrou força compradora na reta final do pregão. Com essa movimentação, o ativo fechou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, evidenciando uma tentativa de reação após a baixa anterior.
Para que o fluxo de venda retome o controle, o mercado precisará romper o suporte localizado em 4.995,5/4.968,5 pontos. Caso haja confirmação com volume financeiro, as próximas paradas estarão nos suportes de 4.961,5/4.939,5 pontos, podendo estender o recuo até 4.917/4.899 pontos.
Pela ponta compradora, o avanço da recuperação depende da superação da resistência em 5.010/5.034 pontos. Ultrapassada essa faixa, o minidólar tem potencial para buscar a zona de 5.055,5/5.072 pontos, com um objetivo mais longo na faixa de 5.083,5/5.097 pontos.
Perspectivas no gráfico diário e de 60 minutos
No horizonte diário, o ativo formou um padrão de martelo devido à recuperação intradiária, o que pode indicar uma reação dos compradores após uma sequência de quedas. Contudo, o sinal necessita de confirmação por volume e rompimento de resistências para validar uma tendência mais sólida.
Já no gráfico de 60 minutos, a estrutura técnica permanece pressionada com a cotação abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A reversão para o lado positivo exigirá a superação das barreiras situadas em 5.010, 5.034 e 5.083,5 pontos.
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos aponta 30,93 pontos, aproximando-se da zona de sobrevenda. O posicionamento estatístico favorece a ocorrência de um repique técnico, embora, de forma isolada, não assegure uma reversão definitiva na tendência de baixa do câmbio.
