Economia e Dinheiro

Polícia Federal arquiva investigação sobre interferência dos EUA

A Polícia Federal optou por encerrar a investigação a respeito de uma possível interferência do governo de Donald Trump no processo eleitoral brasileiro. A solicitação inicial havia partido da Advocacia-Geral da União, que questionava o eventual emprego de recursos públicos norte-americanos no custeio de entidades ativas no território nacional.

Origem da apuração preliminar

O requerimento foi protocolado na última quinta-feira (1) e enviado diretamente ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na ocasião, o procedimento ainda não contava com a abertura formal de um inquérito criminal, tratando-se apenas de uma análise inicial conduzida pelo setor de inteligência.

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, disse Andrei.

Reportagem internacional motivou o pedido

A iniciativa da AGU teve como embasamento uma matéria veiculada pelo periódico britânico The Guardian. O texto apontava que o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria transferido a quantia de US$ 1 milhão para organizações que atuavam em protestos contrários a órgãos nacionais, com foco principal no Supremo Tribunal Federal, sob o pretexto de combater excessos judiciais e episódios de censura.

Detalhes do financiamento externo

Conforme a representação criminal formalizada pela AGU e assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, junto a outros três integrantes do órgão, o montante enviado pela administração norte-americana tinha o “objetivo explícito o financiamento e a sustentação financeira de entidades e grupos da sociedade civil focados em desestabilizar e atentar contra a institucionalidade do Poder Judiciário brasileiro”.

Os recursos teriam sido canalizados por meio do ‘Human Rights and Democracy Fund’ (HRDF), direcionando-se especificamente ao programa “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”. Diante da repercussão dos dados divulgados pela imprensa internacional, a AGU havia solicitado rigor nas diligências, apontando a gravidade da situação antes do desfecho com o arquivamento.

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