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Campanha de Lula vai ao TSE contra a Meta por interferência eleitoral

A equipe que coordena a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu processar a Meta na Justiça Eleitoral sob a acusação de tentativa de intromissão no pleito. O grupo anunciou neste sábado, 10, que levará o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também protocolará uma representação formal na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Bloqueios e restrições na plataforma

Segundo os assessores jurídicos e de comunicação, os sinais de interferência na disputa começaram a ser notados em dezembro do ano passado. O problema se agravou entre a véspera e este sábado, período em que o perfil oficial do candidato no Instagram ficou impossibilitado de realizar impulsionamentos e veicular publicidade paga.

“Isso significa que, durante todo esse período, a campanha não pode utilizar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política. A empresa alega que essa falha afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a Meta, foi um problema técnico”, diz nota da coordenação da campanha.

Suspeita de favorecimento a adversário

Para os responsáveis pela estratégia eleitoral, a repetição de falhas operacionais sem explicações claras por parte da empresa “levanta forte suspeita que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro”.

O dossiê preparado pela campanha resgata episódios anteriores, como o ocorrido em 10 de dezembro, quando a Câmara votou o projeto da dosimetria. Na ocasião, perfis de Lula e de figuras da esquerda teriam sumido do mecanismo de buscas da plataforma, além de terem a geolocalização restrita.

Histórico de falhas técnicas relatadas

A denúncia relembra que, no primeiro turno, a conta de anúncios do petista foi retirada do ar sem explicações oficiais. O partido alega que o algoritmo da big tech favorece a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) em detrimento do atual presidente.

Um levantamento da inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT indicou que a página do opositor registrava engajamento quase três vezes maior, mesmo possuindo uma base de seguidores 17,2% menor.

Outro episódio citado ocorreu em 8 de outubro, quando postagens do perfil oficial sofreram quedas repentinas na contagem de visualizações. “A Meta admitiu, uma vez mais, problemas técnicos. Essa situação se repetiu com varias publicações e perfis que traziam declarações de apoio à candidatura do Presidente Lula”, afirma.

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