Coronel da PM chora ao falar sobre queda de avião que matou três policiais em Minas Gerais
O diretor de Comunicação Organizacional da Polícia Militar, coronel Flávio Santiago, não conteve as lágrimas durante uma entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (9), em Belo Horizonte, para prestar esclarecimentos sobre o trágico acidente aéreo que vitimou três integrantes da corporação nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, no município de Santana do Paraíso.
“Talvez seja a coletiva mais difícil da minha vida”
Visivelmente abalado com a tragédia, o oficial destacou o peso emocional do momento ao abrir o pronunciamento à imprensa na capital mineira.
De acordo com as informações repassadas pela instituição, a aeronave envolvida no sinistro era um bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, conhecido como Pégasus 17, que ostentava o prefixo PP-EJO. O grupo realizava uma atividade de recheque a bordo do equipamento quando a fatalidade aconteceu.
Experiência da tripulação e histórico da aeronave
O tenente-coronel Luis Silvestre estava no comando dos controles no momento da queda. Segundo o coronel Flávio Santiago, o oficial era considerado “o instrutor mais capacitado da corporação” e acumulava mais de cinco mil horas de voo ao longo de sua trajetória na segurança pública.
O militar acrescentou ainda que os padrões de manutenção eram rigorosamente seguidos. “A habilitação, experiência, tudo estava em condições, até porque a Polícia Militar é muito rigorosa com essas questões de retrofitagem a toda a parte de aparelho”, pontuou o diretor de comunicação.
Perfil dos policiais que perderam a vida
Além do piloto, a tenente Alice dos Santos Almeida e a tenente Gabriela Emília Soares Resende também estavam na aeronave e faleceram no local. O comando da corporação detalhou o histórico profissional de cada um dos tripulantes que integravam o esquadrão.
O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre tinha 49 anos, comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e servia na corporação há mais de vinte anos, deixando esposa e três filhos. A tenente Gabriela Emília, de 35 anos, havia acabado de retornar da licença-maternidade e entrou para a história em 2023 ao se tornar a primeira mulher habilitada na corporação para pilotar aviões de asa fixa, deixando marido e dois filhos. Por fim, a tenente Alice Almeida, de 34 anos, era natural de Caratinga e atuava tanto como pilota quanto na manutenção de aeronaves, somando cerca de 300 horas de voo, mesma média registrada por Gabriela.
