Queda de avião da Polícia Militar em Minas Gerais mata três oficiais
Um acidente aéreo envolvendo uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais resultou na morte de três oficiais na última sexta-feira (9). A queda ocorreu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, situado no município de Santana do Paraíso, gerando forte comoção em todo o estado e repercussão entre lideranças políticas do país.
Autoridades prestam homenagens e decretam luto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais neste sábado (10) para se pronunciar sobre a tragédia e prestar condolências. “Todos os três militares eram pilotos e desempenharam missões como o transporte de órgãos para transplante. Seu trabalho representou muitas vidas salvas e o alívio de muitas famílias”, afirmou o presidente na postagem, onde também deixou sua solidariedade e “um abraço” aos familiares das vítimas, aos colegas de farda da Polícia Militar de Minas Gerais e a todos os seus amigos.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, também lamentou o falecimento dos militares e decretou luto oficial de três dias no estado. “Recebo com profundo pesar o falecimento do tenente-coronel Silvestre e das tenentes Emilia e Alice, valorosos oficiais da nossa Polícia Militar, com quem tive o privilégio pessoal de conviver em sua atuação no Comando Aéreo do Estado. Minha solidariedade às famílias, amigos e à corporação”, declarou o chefe do Executivo estadual. O governador eleito, Cleitinho Azevedo, manifestou-se desejando conforto aos afetados e afirmando: “Que Deus conforte os corações de todos que sofrem com essa tragédia”.
Dinâmica do acidente e situação da aeronave
O voo havia partido do Aeroporto da Pampulha, na capital mineira, com destino ao terminal no Vale do Aço, mas a queda aconteceu por volta das 16h, perto do aeroporto de destino. A tripulação estava executando um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico obrigatório na aviação para avaliar as condições operacionais dos condutores e manter as devidas certificações.
A aeronave acidentada prestava serviços em missões operacionais e também no transporte de órgãos para transplantes. O diretor de comunicação organizacional da Polícia Militar mineira, coronel Flávio Santiago, esclareceu as condições do equipamento antes do voo. “É importante frisar que tratava-se de uma aeronave retrofitada, uma aeronave que sofreu toda manutenção e troca de equipamentos necessárias. […] Nós não temos nenhum tipo de questão em relação à manutenção, que estava em dia, à retrofitagem, que estava em dia, e à habilitação dos pilotos, que estava em dia”, pontuou.
Perfil dos militares que estavam a bordo
O voo era conduzido pelo tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, natural de Belo Horizonte. Ele acumulava mais de cinco mil horas de voo, era o instrutor mais capacitado da corporação, liderava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e integrava a polícia há mais de duas décadas, deixando esposa e três filhos.
A trajetória dos demais tripulantes
A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos e natural de BH, possuía cerca de 300 horas de voo. Ela entrou para a história da corporação em 2023 ao se tornar a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa na instituição. Policial desde 2017 e oficializada em 2019, atuou em batalhões da capital antes de migrar para o Comave. Recentemente havia retornado da licença-maternidade e deixou marido e dois filhos pequenos.
Completando a tripulação, a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, era natural de Caratinga e atuava tanto como pilota quanto na manutenção de aeronaves, acumulando também em torno de 300 horas de voo. “A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo”, concluiu o coronel Santiago.
