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Haddad critica proposta de reduzir maioridade penal para 14 anos

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou forte resistência à proposta articulada pela oposição para reduzir a maioridade penal para 14 anos em situações de crimes hediondos. O posicionamento foi dado em entrevista nesta quinta-feira (15), em um momento em que o Senado se prepara para votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública.

Debate sobre a maioridade penal

A discussão ganhou força após parlamentares oposicionistas tentarem alterar o texto original da PEC, buscando baixar a idade penal para 16 anos, com uma redução drástica para 14 anos em casos específicos. Para Haddad, essa movimentação não possui viabilidade ou intenção legislativa real, sendo apenas uma estratégia de marketing político.

“A redução para 14 anos nunca ninguém aventou, nem o presidente Jair Bolsonaro. Dá a impressão que é mais uma provocação, no sentido de criar um fato político”, disse Haddad em entrevista ao Uol.

Posicionamento sobre a escala 6×1

Além do tema penal, o ex-candidato ao governo de São Paulo comentou a recente aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 no Senado. Ele celebrou o avanço e criticou o tom de pessimismo adotado por certos grupos econômicos que preveem desemprego e instabilidade financeira como consequência da medida.

Crítica ao alarmismo econômico

Haddad defendeu que as reações negativas fazem parte de um comportamento recorrente de setores que se opõem a mudanças estruturais no mercado de trabalho. Segundo o petista, o foco deve ser a distribuição de riqueza e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

“Tem muito alarmismo, faz parte do jogo, o alarmismo da parte daqueles que se sentem prejudicados. Mas você está falando de uma minoria, num país com altíssima taxa de concentração de renda, que resiste a toda forma de redistribuição da riqueza e do bem-estar”, declarou Haddad.

O cenário político segue aquecido, com as discussões sobre a PEC da Segurança Pública e as novas diretrizes trabalhistas ocupando o centro da agenda legislativa nacional nesta semana.

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