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Disney+ reduz qualidade de imagem no Brasil mas mantém valor da assinatura

Os assinantes do Disney+ Premium no Brasil perceberam uma queda significativa na qualidade de transmissão. O plano mais caro da plataforma agora entrega apenas resolução 1080p, perdendo o suporte a 4K e HDR, enquanto o valor cobrado permanece inalterado em R$ 69,90 mensais.

Mudança silenciosa e impacto nos planos

A alteração foi feita de forma discreta pela empresa, sem qualquer comunicado prévio enviado aos clientes. Com essa modificação, a principal vantagem exclusiva do pacote mais caro passa a ser o acesso a conteúdos de canais ao vivo, a exemplo de partidas de futebol transmitidas pela ESPN, além de vantagens relacionadas a downloads e telas simultâneas.

Disputa judicial motiva alteração

De acordo com informações apuradas, a reestruturação do serviço tem relação com um litígio nos tribunais envolvendo a InterDigital, detentora das patentes de tecnologias de transmissão de vídeo. A companhia norte-americana moveu um processo na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro acusando a plataforma de uso indevido dos padrões de compressão AVC e HEVC. A decisão desfavorável à dona do Mickey foi mantida inclusive em segunda instância.

Precedente internacional e valores no país

O Brasil não é o primeiro mercado a enfrentar essa restrição técnica. Em julho, a empresa já havia suprimido o 4K e o HDR em países europeus pelo mesmo motivo legal, limitando as transmissões a 1080p — recurso que foi parcialmente restabelecido em agosto, embora alguns aparelhos tenham continuado de fora.

Atualmente, o serviço de streaming disponibiliza três modalidades de assinatura no território brasileiro: a versão padrão com anúncios por R$ 29,90, a opção padrão sem anúncios por R$ 49,90 e a modalidade topo de linha por R$ 69,90, que agora entrega a mesma resolução máxima das opções inferiores.

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