Prefeito de Canápolis pede desculpas após áudios com ameaças a servidores temporários
O prefeito de Canápolis, Enivander Alves de Morais (PSD), conhecido como Nivander, publicou um vídeo oficial nesta terça-feira para se retratar após a divulgação de áudios polêmicos em grupos de WhatsApp. Nas gravações, o chefe do Executivo ameaçava não renovar os contratos de servidores que apoiaram a oposição nas eleições presidenciais, chegando a solicitar que secretários municipais elaborassem listas com os nomes dos trabalhadores.
Repercussão e teor das gravações
Nos áudios que circularam na região, o prefeito demonstrava insatisfação com o resultado eleitoral no município e afirmava que, a partir de janeiro, quem fosse eleitor da oposição deveria procurar outro emprego. O gestor utilizou expressões como “vou fazer um limpa”, vinculando diretamente a permanência nos postos de trabalho ao alinhamento político com seus candidatos.
Justificativa do chefe do Executivo
Após a repercussão negativa e os questionamentos sobre a legalidade das declarações frente aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa, Enivander recuou. Em seu vídeo de desculpas, ele atribuiu o comportamento ao nervosismo, à decepção com o resultado das urnas e ao consumo de bebida alcoólica antes das gravações.
Posicionamento sobre a democracia
Durante a retratação, o prefeito afirmou que respeita a democracia e o direito de escolha dos cidadãos. Ele destacou que não haverá demissões imediatas e tentou suavizar o tom, declarando que a vitória eleitoral pertence ao povo e não aos seus adversários políticos locais.
Apesar do pedido de perdão, o caso levantou debates sobre o uso de critérios ideológicos na gestão pública municipal. Até o momento, não houve confirmação oficial de que as listas de demissão tenham sido efetivamente executadas ou que servidores tenham sido desligados por motivação política após o episódio. A administração municipal segue sob observação quanto aos critérios de renovação contratual previstos para o próximo ano.
