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Smart Sampa endurece acesso após vazamento de dados de câmeras

A gestão municipal de São Paulo determinou o uso obrigatório de reconhecimento facial para que funcionários devidamente autorizados consigam entrar na plataforma de videomonitoramento do programa Smart Sampa. A alteração nos protocolos de segurança foi divulgada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Novas regras de acesso à plataforma

A determinação de autenticação biométrica entrou em vigor imediatamente após o anúncio oficial, realizado durante uma cerimônia de assinatura de convênios entre a administração municipal e o Ministério Público paulista.

Vazamento motivou mudança nos protocolos

O endurecimento nas regras de login acontece dias depois de vir à tona que chaves de acesso ao sistema municipal ficaram expostas em um repositório aberto na rede mundial de computadores. Conforme apurações jornalísticas, dados sigilosos permaneceram abertos por vários meses, possibilitando a visualização ao vivo das imagens captadas pelas lentes integradas à iniciativa.

Explicação da gestão municipal

De acordo com Nunes, o episódio não configurou uma brecha estrutural na tecnologia, mas sim um erro humano, decorrente do compartilhamento inadequado de uma senha por parte de um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Independentemente da justificativa, o incidente evidenciou a vulnerabilidade associada ao uso de credenciais corporativas.

Como resposta inicial ao incidente, a prefeitura já havia implementado a confirmação de identidade em duas etapas. Paralelamente, órgãos reguladores e fiscalizadores iniciaram apurações: a Autoridade Nacional de Proteção de Dados solicitou explicações formais, enquanto o Ministério Público abriu procedimento para analisar o caso.

Parcerias com o Ministério Público

Durante o mesmo evento, foram firmados acordos de cooperação técnica para ampliar o emprego das ferramentas de monitoramento. Um dos pactos autoriza membros do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) a acessarem as informações visuais para auxiliar em apurações criminais.

Outro convênio estabelece o uso das câmeras para auxiliar no monitoramento de indivíduos que possuem medidas protetivas de urgência pendentes de citação. Balanço divulgado pela administração aponta que a tecnologia já auxiliou na recaptura de milhares de foragidos e na localização de centenas de cidadãos dados como desaparecidos na capital.

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