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São Paulo deu 2,6 milhões de votos a mais para Lula, mas Flávio venceu

O estado de São Paulo registrou a maior expansão na votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre o primeiro e o segundo turno da disputa presidencial de 2026. Conforme dados consolidados, o atual presidente somou 2.613.861 votos adicionais no território paulista na comparação com o pleito de 4 de outubro. Mesmo com esse avanço expressivo, Flávio Bolsonaro (PL) terminou a eleição à frente no estado mais populoso do país.

Estratégia nacional e cenário paulista

O desempenho em solo paulista ilustra a dinâmica da virada em nível nacional: o petista não precisou conquistar todos os grandes redutos eleitorais para superar seu oponente. A estratégia consistiu em recuperar espaço onde estava em desvantagem e, simultaneamente, manter as margens favoráveis em outras regiões do Brasil. No primeiro turno, Flávio havia alcançado 51,93% dos votos válidos paulistas, contra 38,20% de Lula, sain hepaticamente vitorioso em 603 dos 645 municípios do estado, consolidando ali uma de suas principais fortalezas políticas.

Confronto de apoios locais

Para diminuir a desvantagem no segundo turno, a coordenação da campanha do PT escalou Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito da capital. Do outro lado, o grupo político de Flávio buscou intensificar a mobilização apostando na influência do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de prefeitos aliados na região.

Comparativo de crescimento entre estados

O salto de 2,6 milhões de votos obtido por Lula em São Paulo superou o incremento registrado em Minas Gerais, onde o presidente conquistou 1.162.163 eleitores a mais entre um turno e outro, e no Rio de Janeiro, que somou 872.372 novos votos. Na Bahia, o acréscimo foi de 820.487 eleitores.

Enquanto Minas Gerais foi o único estado a inverter o vencedor na etapa final, São Paulo e Rio de Janeiro mantiveram a liderança de Flávio Bolsonaro. No cômputo geral do país, contudo, Lula sacramentou a vitória com 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 votos (48,21%) do adversário. Os números refletem a evolução do total de votos computados para cada concorrente, sem indicar migração individual de eleitores ou variações na taxa de abstenção.

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