Polícia militar desmantela fábrica de armas feitas em impressora 3D em Uberaba
Uma operação da Polícia Militar realizada na noite de quinta-feira (15) resultou na prisão de um homem de 32 anos, apelidado de “Mago das Armas”, em Uberaba, situada no Triângulo Mineiro. O suspeito mantinha uma linha de montagem clandestina em sua residência, localizada no bairro Nossa Senhora da Abadia, onde produzia diversos tipos de armamentos utilizando tecnologia de ponta e equipamentos de metalurgia.
Arsenal tecnológico e investigação de três meses
A ofensiva policial foi o desfecho de um monitoramento que durou cerca de noventa dias. Os agentes descobriram que o arsenal produzido sob encomenda era destinado a facções criminosas que atuam na região do Triângulo Mineiro e também no estado de São Paulo. No local, os militares apreenderam uma impressora 3D e maquinário de tornearia — instrumental técnico empregado no corte, modelagem e finalização de componentes metálicos.
Variedade de armamentos e munições confiscadas
Durante a varredura no imóvel, as equipes contabilizaram um volume expressivo de petrechos bélicos ilegais. Entre os itens recolhidos estavam uma carabina semiautomática dotada de silenciador, uma carabina da plataforma AR automática, um rifle igualmente silenciado, espingardas, pistolas artesanais e uma pistola de 9 mm acoplada a um Kit Roni.
Acessórios e aparatos de alta precisão
Além das armas de fogo prontas, a corporação inventariou mais de 670 munições de variados calibres, além de aparatos como luneta para rifle, lanterna tática para pistola, bloqueador de sinal e dois desmuniciadores — dispositivos destinados a extrair projéteis de cartuchos para inspeção ou desmontagem.
Valores de comercialização e o projeto do fuzil
Na vistoria aos cômodos, os policiais flagraram o computador principal ainda ligado, exibindo na tela uma projeção digital voltada à fabricação de um fuzil, que se conectava diretamente à impressora 3D utilizada para moldar carregadores e silenciadores. Dispositivos eletrônicos como notebook, celulares e um HD externo também foram apreendidos para a continuidade das apurações.
Conforme o registro oficial da ocorrência, o detido confessou que atuava no ramo havia aproximadamente dois anos, confeccionando as peças por demanda. Os valores cobrados variavam conforme o potencial ofensivo: as pistolas saíam por R$ 6 mil, enquanto carabinas, submetralhadoras e fuzils alcançavam a cifra de até R$ 12 mil. O indivíduo foi encaminhado à delegacia sob a acusação de fabricação e comercialização ilícita de armamentos, além de porte ilegal de equipamento de uso restrito.
