Minas Gerais

Governo estadual leiloa prédios públicos em Uberlândia e Uberaba com lances milionários

A Minas Gerais Participações S.A. (MGI), estatal vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), abriu um leilão de imóveis públicos em diferentes municípios mineiros. Os lances poderão ser realizados entre esta terça-feira (27) até o dia 27 de novembro.

Oportunidades em Uberlândia

O Edital prevê a venda de 22 itens, que reúnem 52 imóveis em Minas Gerais. Em Uberlândia, estão disponíveis o antigo prédio do Corpo de Bombeiros e duas escolas estaduais. Nos três imóveis incluídos no leilão no município, os valores mínimos somam R$ 18,077 milhões. A lista completa dos imóveis, os valores mínimos e as regras de participação estão disponíveis no site oficial da MGI.

Antigo quartel e escolas estaduais

Um dos destaques é o antigo prédio do Corpo de Bombeiros, localizado na avenida Floriano Peixoto, nº 1.548, no bairro Nossa Senhora Aparecida. O imóvel possui terreno de 3.364 m² e área construída de 3.646 m². O lance mínimo é de R$ 10,99 milhões. Conforme o edital, o espaço ainda é utilizado pelo pelotão do Corpo de Bombeiros e deverá ser desocupado em até 90 dias após a realização do leilão.

Também estão à venda dois antigos prédios de escolas estaduais. Um deles é onde funcionava a Escola Estadual 13 de Maio, localizado na avenida Monsenhor Eduardo, nº 471, no bairro Bom Jesus. O terreno tem 1.937,87 m², com área construída de 1.482 m², e lance mínimo de R$ 2,6 milhões. Já o antigo Colégio Tiradentes está localizado na rua Imperatriz Leopoldina, nº 155, no bairro Tubalina. O terreno possui 6.510 m² e lance mínimo de R$ 4,487 milhões. O espaço ocupa uma quadra inteira e, segundo o edital, ainda existem ruínas da antiga edificação escolar no local.

Terreno em Uberaba

Além de Uberlândia, o edital inclui um terreno em Uberaba, localizado na rua Baltazar Eurípedes de Araújo, nº 47, no bairro Eldorado. O espaço tem 14,3 mil m² e um lance mínimo de R$ 2,4 milhões.

Destinação de patrimônio ocioso

O presidente da MGI, Gustavo Nogueira, disse que a iniciativa busca dar destinação a imóveis públicos sem utilização.

“Imóvel público parado é sinônimo de custo sem benefício ao cidadão. Ao colocar esses bens à venda, o Estado dá destino a um patrimônio que estava ocioso e cria oportunidades para que empresas e investidores transformem esses espaços em negócios, moradia e serviços, com reflexo direto na geração de emprego e renda”, disse.

Ainda conforme o governo, os imóveis serão vendidos no estado em que se encontram. Por isso, cabe aos interessados verificar previamente as condições físicas, jurídicas, documentais e urbanísticas de cada propriedade, inclusive junto aos cartórios de registro de imóveis e às prefeituras. O arrematante também será responsável por eventuais desmembramentos, demarcações e regularizações, além dos custos de escritura, registro e Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Caso o imóvel esteja ocupado, as medidas e despesas para a desocupação também ficarão sob responsabilidade do comprador, sendo recomendada a realização de vistoria prévia.

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