João Doria declara voto em Flávio Bolsonaro no segundo turno
O ex-governador de São Paulo, João Doria, anunciou formalmente nesta sexta-feira (23) que votará no senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Em vídeo divulgado, o político justificou seu posicionamento afirmando que o atual governo desperdiçou a oportunidade de pacificar o Brasil.
Críticas à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva
Durante a gravação, Doria teceu duras críticas aos últimos anos da administração petista. De acordo com o ex-governador, o Executivo federal preferiu adotar uma postura de confrontação em vez de focar na governabilidade. Segundo ele, “O governo Lula estimulou o confronto entre pobres e ricos. O governo Lula apoiou extremistas contra o povo judeu. Insuflou o Brasil do Nordeste contra o Sul. O Brasil é um só. Uma só nação, um só país, um só povo.”
Além das críticas políticas, Doria relembrou episódios recentes envolvendo a comunidade judaica, classificando o período como um dos mais negativos na história recente do país. O ex-governador já havia sinalizado, no início da semana, que seu voto seria contrário à reeleição de Lula.
Propostas e posicionamento pessoal
Um dos pontos de convergência entre Doria e o candidato do PL é a defesa do fim da reeleição. Na gravação, o ex-governador também pontuou que houve um gesto de humildade por parte de Flávio ao reconhecer erros na condução da pandemia por parte da gestão de Jair Bolsonaro. Sobre a alternância de poder, Doria declarou: “O Brasil não pode se tornar um território de um só partido, de uma só pessoa, de um só comando. Alternância no poder é positivo, é saudável, é democrático. Eu sou a favor de um Brasil mais justo, mais próspero, que respeite os seus valores, as diferenças e as posições contrárias também.”
Esclarecimentos sobre o LIDE
Para evitar interpretações institucionais, o ex-governador enviou mensagens a grupos de empresários próximos antes de tornar o vídeo público. Doria enfatizou que a decisão é estritamente individual e não possui qualquer vínculo com o LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), organização que ele preside.
Ao encerrar seu pronunciamento, o ex-governador reforçou a motivação de sua escolha eleitoral para o próximo domingo. “Eu quero muito bem ao Brasil. Eu aprendi ao longo da vida política a perdoar, a compreender e olhar adiante. Por isso, neste domingo, o meu voto é Flávio Bolsonaro. Conscientemente. Contra Lula e a favor do Brasil.”, concluiu.
