Minas Gerais registra 140 acidentes aéreos e 71 mortes em uma década
Minas Gerais contabilizou 140 acidentes aéreos e 71 mortes no decorrer dos últimos dez anos, de acordo com estatísticas divulgadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Ocorrências recentes e tensão em Belo Horizonte
Apenas no ano atual, o estado somou nove ocorrências trágicas que resultaram em quatro óbitos. O cenário gerou forte apreensão entre moradores da capital mineira que residem próximos às rotas de tráfego aéreo, especialmente após episódios marcantes de quedas em áreas densamente povoadas.
Histórico de voos partindo da Pampulha
Em uma década, o Aeroporto da Pampulha esteve vinculado a 13 acidentes aéreos que culminaram na morte de 12 pessoas. Entre os episódios de destaque está a queda de um monomotor que atingiu um edifício residencial no bairro Silveira, além de ocorrências envolvendo aeronaves da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal na região metropolitana.
Principais causas e fator humano
As tipologias de ocorrência mais recorrentes no território mineiro desde 2019 englobam a perda de controle durante o voo, panes mecânicas e excursões de pista. Conforme explicou Kerley Oliveira, professor de aviação da PUC Minas, a maior parte dos episódios está ligada à atuação humana:
“Em média, 80% dos acidentes têm como fator contribuinte principal o fator humano. O fator material está em uma faixa muito pequena. A máquina, o equipamento hoje, é muito seguro. A gente tem engenharia de confiabilidade, redundância e inspeções periódicas”, afirmou.
Marcos trágicos na aviação mineira
O estado também recorda datas dolorosas, como os dois anos da queda do helicóptero Arcanjo 4, do Corpo de Bombeiros, em Ouro Preto, que vitimou seis pessoas durante uma operação de busca. O monitoramento contínuo desses eventos reforça a discussão sobre a segurança no tráfego aéreo regional.
