Polícia prende seis suspeitos de abastecer Comando Vermelho em BH
Uma grande ofensiva policial mobilizou 103 agentes e o suporte de um helicóptero na última sexta-feira (16), no bairro Primeiro de Maio, localizado na Região Norte de Belo Horizonte. A operação resultou na prisão de seis indivíduos suspeitos de manter vínculos com o Comando Vermelho, facção criminosa baseada no Rio de Janeiro, atuando no fornecimento de armamento e entorpecentes para a organização.
Detalhes da operação contra o crime organizado
As equipes policiais, equipadas com fuzis, realizaram incursões táticas pelos becos da região para cumprir mandados judiciais. Embora o planejamento inicial previsse o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, a ação terminou com seis detidos, sendo um deles capturado em flagrante por tráfico. Durante a varredura, os agentes apreenderam porções de cocaína, maconha, haxixe e LSD.
Origem das investigações
O trabalho investigativo que culminou na operação teve início após o homicídio de Douglas Maicon dos Santos, de 22 anos, ocorrido em junho deste ano no mesmo bairro. A vítima, supostamente integrante de um grupo rival, foi executada enquanto pilotava uma motocicleta com a namorada. Conforme os levantamentos policiais, três suspeitos em um carro roubado derrubaram a moto e efetuaram 29 disparos contra o jovem. A mulher sobreviveu aos ferimentos causados pela queda, mas não foi alvejada pelos atiradores.
Provas cruciais para a identificação
A fuga dos executores foi frustrada por uma pane mecânica no veículo utilizado no crime, obrigando o trio a prosseguir a pé. Ao realizarem a perícia no carro, os investigadores localizaram um celular e um comprovante de consulta odontológica, documentos que foram fundamentais para identificar os suspeitos e embasar a operação recente.
Com as prisões desta sexta-feira, o número de detidos por envolvimento no caso chega a sete, incluindo um homem capturado anteriormente enquanto tentava escapar para o Rio de Janeiro. Sobre o desdobramento das atividades, o delegado Felipe Forjaz afirmou que a investigação continua e que um dos suspeitos permanece foragido. “A gente tem outras diligências ainda para cumprir. A investigação não está 100% encerrada”, disse.
