Eduardo paes admite derrota ao governo do rio após decisão do tse
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) utilizou suas redes sociais na noite de quinta-feira (8) para admitir publicamente o revés na disputa pelo governo fluminense, após uma reviravolta jurídica que encerrou a corrida eleitoral no estado.
O fim da disputa estadual
Na manifestação oficial publicada na internet, o político cravou: A eleição termina. O posicionamento ocorreu logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidar os votos obtidos por Anthony Garotinho (Republicanos), medida que impediu a realização de uma nova etapa de votação entre os dois principais colocados.
Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona, declarou o ex-chefe do executivo municipal na mesma nota.
Cenário das urnas e reviravolta jurídica
Durante a primeira etapa do pleito estadual, a liderança ficou com o candidato do PL, Douglas Ruas, que alcançou 49,27% dos sufrágios. Logo atrás ficou Paes, somando 42,76%, enquanto Garotinho registrou 3,17% dos votos válidos.
Inicialmente, o percentual alcançado pelos dois primeiros colocados indicava a necessidade de uma nova votação. No entanto, a situação de Garotinho, que concorria com registro pendente de análise, mudou o panorama quando ele optou por não recorrer do indeferimento na Justiça.
A decisão final da corte superior
Com a negativa definitiva do TSE ao registro do candidato do Republicanos e a invalidação de seus sufrágios, a defesa do candidato do PSD tentou reverter o quadro no Supremo Tribunal Federal. O ministro Cristiano Zanin, contudo, rejeitou o pedido para suspender a medida adotada pela corte eleitoral.
Diante do esgotamento dos recursos, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro agendou para o próximo sábado (10) a recontagem oficial dos votos, ato que sacramenta o triunfo do representante do PL ao Palácio Guanabara.
Apesar de reconhecer o desfecho da disputa, o ex-prefeito assegurou que seu grupo político manterá forte fiscalização sobre a gestão que assumirá o comando estadual. Para ele, a nova administração representa a continuidade do grupo político que está no poder há oito anos, prometendo rigor na cobrança de soluções para a crise da segurança pública.
