Política → Eleições 2026

Perícia da defesa aponta 94 imagens criadas em celular de Vorcaro

Uma análise técnica contratada pela defesa de Daniel Vorcaro identificou 94 arquivos de imagem que foram criados após a apreensão do celular do banqueiro pela Polícia Federal. O material foi anexado a uma petição enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (29), com o objetivo de questionar a forma como as provas da investigação sobre o Banco Master foram preservadas.

Atividade suspeita no iPhone após a prisão

O exame, conduzido pelo assistente técnico Marcos Monteiro no iPhone 17 Pro do empresário, constatou que os 94 arquivos, armazenados em formato HEIC, possuem data de criação em 18 de novembro de 2025. O dado chama a atenção por ter ocorrido um dia depois da prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

O relatório ressalta que não há clareza sobre a origem exata desses arquivos. A perícia não conseguiu determinar se as imagens surgiram de fotografias, edições, importações ou outros processos internos do sistema operacional.

Ativação de câmera e outros registros

Além das imagens, o levantamento apontou que a câmera frontal do aparelho foi acionada 33 vezes em um intervalo de pouco mais de duas horas, entre as 23h24 do dia 17 e a 1h56 do dia 18 de novembro. Curiosamente, esses registros ocorreram logo após o dispositivo ter sido colocado em modo avião.

O documento técnico pondera que a ativação da câmera não significa necessariamente a captura de fotos, podendo estar ligada a recursos como o reconhecimento facial. O cenário é ainda mais amplo: no total, 436 arquivos foram criados no dia 18, incluindo 222 itens em formato PLIST e cinco bancos de dados, além de 657 registros de modificação em outros arquivos.

O que a defesa solicita ao STF

Com base nesses dados, os advogados de Vorcaro pedem acesso integral aos arquivos da extração original e à documentação detalhada da cadeia de custódia. O objetivo é esclarecer como o manuseio do aparelho foi realizado desde que passou a ficar sob custódia estatal.

Em ocasiões anteriores, a Polícia Federal sustentou que o material permanece sob preservação em suas dependências e que existem mecanismos capazes de garantir a integridade dos dados. Vale ressaltar que o relatório atual não traz provas de que houve manipulação deliberada, mas aponta a falta de informações técnicas sobre a origem desses registros durante o período em que o aparelho esteve com as autoridades.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *