Eleições 2026: entenda o que mudou entre as pesquisas da véspera e as urnas
Na véspera do segundo turno presidencial, realizado em outubro, quatro levantamentos de intenção de voto colocaram Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos. Contudo, o desfecho oficial nas urnas no domingo (25) seguiu um caminho oposto, consagrando o candidato petista com 51,79% da preferência do eleitorado, contra 48,21% do senador.
O cenário apontado pelos institutos
As sondagens publicadas no sábado (24) por Gerp, Datafolha, Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus mostravam um cenário de empate técnico, levando em conta as margens de erro de cada estudo. Por essa razão técnica, nenhuma das empresas apontava uma vantagem estatisticamente consolidada para o representante do PL, exigindo cautela na análise tanto dos percentuais quanto dos métodos e períodos de campo.
A Gerp captou 52% para Flávio e 48% para Lula, ouvindo 2.400 eleitores por telefone entre 22 e 24 de outubro (margem de dois pontos e confiança de 95,55%, registro BR-09327/2026). Já o Datafolha estipulou 51% a 49%, com 4.050 entrevistas presenciais nos dias 23 e 24, margem de dois pontos e confiança de 95% (BR-09540/2026).
Metodologias e margens de erro
O levantamento da Atlas/Bloomberg marcou 50,8% a 49,2%, após escutar 4.990 pessoas de 18 a 23 de outubro, com margem de um ponto e 95% de confiança (BR-06380/2026). Por fim, o índice BTG/Nexus apontou 50,5% para o senador e 49,5% para o petista, com 2.000 ligações feitas em 23 e 24 de outubro, margem de 2,2 pontos e confiança de 95% (BR-08234/2026).
O resultado oficial da apuração
Com o encerramento da contagem pelo Tribunal Superior Eleitoral, Lula somou 64.256.232 sufrágios, enquanto Flávio obteve 59.826.041, consolidando uma diferença favorável ao presidente de 4.430.191 votos. Embora a ordem numérica final tenha contrariado a tendência da véspera, os quatro institutos haviam enquadrado o pleito dentro da margem de empate técnico.
Além disso, o chefe do Executivo conseguiu reverter a desvantagem que trazia desde o primeiro turno, ocorrido em 4 de outubro, quando estava 2.224.965 votos atrás do parlamentar. Na etapa final, a campanha petista angariou mais de dez milhões de novos votos, impulsionada pelo crescimento no comparecimento às urnas e pela retração nos índices de votos brancos e nulos.
