Minas Gerais

Professor é preso por suspeita de assédio contra alunos em BH

Um professor de 39 anos foi detido pela Polícia Civil de Minas Gerais na última terça-feira (6), sob a acusação de assédio sexual contra estudantes de uma escola localizada na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Até o presente momento, as autoridades identificaram quatro vítimas adolescentes que teriam sofrido as investidas do docente.

Modus operandi do investigado

Conforme a delegada Marina Prado, que conduz o caso, o suspeito se valia de sua posição de autoridade dentro da instituição de ensino para estabelecer contato com os alunos através de aplicativos de mensagens. A investigação revelou que o ambiente virtual era utilizado para a prática dos abusos, onde o professor exercia pressão sobre os menores.

“No ambiente virtual, ele solicitava fotos íntimas e sem roupas dos adolescentes oferecendo vantagens e facilidades em avaliações escolares em contrapartida, além de manter conversas e comportamentos inadequados”, afirmou a delegada.

Confissão parcial e desdobramentos

Durante o interrogatório, o homem admitiu parte das acusações. “Ele assumiu ter solicitado vídeos de conteúdo íntimo para um de seus alunos e relatou o ocorrido para um segundo aluno também adolescente, mas negou a prática de favorecimentos”, ressaltou a delegada. Além disso, o investigado alegou ser dependente químico, afirmando ter compartilhado essa condição pessoal com os estudantes pelas redes sociais.

Medidas tomadas pela Secretaria de Educação

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) confirmou o desligamento do professor de suas funções na rede estadual. Em comunicado oficial, a pasta informou que a unidade de ensino registrou um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Militar, com o acompanhamento das famílias.

O órgão destacou ainda que o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE) foi acionado para oferecer suporte psicológico e social aos alunos afetados. A Superintendência Regional de Ensino enviou uma equipe de inspeção para apurar as circunstâncias do caso.

A SEE/MG reforçou seu posicionamento sobre o ocorrido: “A SEE/MG repudia qualquer conduta incompatível com o ambiente escolar e reafirma seu compromisso com ambientes educativos seguros, acolhedores, saudáveis e democráticos, onde cada estudante seja respeitado e protegido. Reforçamos que professores e demais profissionais da Educação devem manter postura ética e respeitosa nas relações com estudantes, colegas de trabalho e toda a comunidade escolar.”

O suspeito permanece à disposição da Justiça no sistema prisional mineiro. A Polícia Civil informou que todo o material apreendido será periciado para fortalecer o inquérito policial em curso.

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