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TRE-MG ordena que Meta e X entreguem dados de Nikolas Ferreira

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) ordenou que as plataformas Meta e X forneçam informações detalhadas sobre postagens realizadas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A medida faz parte de um procedimento legal que apura a divulgação de um documento atribuído à Polícia Federal que, conforme apontado nos autos, seria falso.

Origem da investigação judicial

A determinação foi assinada pelo desembargador Sálvio Chaves, relator de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG). O processo apura suposta prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social.

A controvérsia gira em torno da disseminação, em perfis oficiais nas redes sociais, de um arquivo fabricado para “simular a conclusão oficial da inexistência de indícios de crime a seu respeito, em relação aos diálogos travados com Daniel Vorcaro.” O documento foi reconhecido como falso tanto pela defesa do parlamentar quanto pela própria Polícia Federal.

Exigências às plataformas digitais

O tribunal estabeleceu um prazo de três dias para que as empresas enviem os dados requisitados. No caso da Meta, a justiça exige registros de acesso, endereços IP e métricas detalhadas — incluindo número de visualizações, alcance e interações — de publicações feitas no Instagram entre 1º e 10 de setembro de 2026. A ordem também abrange o perfil “EASY FATOS” (@easyfatos).

Em relação à plataforma X, a decisão exige metadados e registros de um repost realizado em 3 de setembro de 2026. Além disso, o tribunal solicitou informações sobre o perfil “SPACE LIBERDADE”, incluindo uma retratação pública veiculada em 4 de setembro de 2026. Caso as empresas não consigam recuperar as informações solicitadas, deverão apresentar justificativas detalhadas ao TRE-MG.

Busca por transparência nas interações

Além dos registros técnicos, a justiça busca entender o alcance das publicações, pedindo dados sobre o tempo em que o conteúdo permaneceu disponível e o histórico de interações dos usuários. Até o momento, a assessoria do deputado Nikolas Ferreira não respondeu aos contatos realizados para comentar o caso.

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