Porco-espinho é capturado após passeio noturno em Uberlândia
Um morador inesperado surpreendeu quem circulava pela rua Pedro José de Castro, localizada no bairro Tibery, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Na noite de domingo (11), um porco-espinho foi visto caminhando calmamente pela calçada da região, chamando a atenção de pedestres e clientes de um supermercado local.
Resgate e soltura do animal
O trajeto do silvestre foi registrado em vídeo por moradores que presenciaram a cena. Nas gravações, o bicho aparece vagando pela via e se aproximando de pessoas que estavam no entorno. Pouco depois, o mamífero entrou no estacionamento de um estabelecimento comercial, onde permaneceu até a chegada do Corpo de Bombeiros, que realizou a captura.
Conforme informações divulgadas pela corporação militar, o espécime estava sem ferimentos aparentes. Após uma avaliação detalhada de suas condições de saúde, os bombeiros efetuaram a soltura em uma área de mata segura, distante do perímetro urbano.
Cuidados com a fauna silvestre
Apesar da curiosidade gerada pelo flagrante, especialistas reforçam que a situação exige cautela e respeito ao habitat natural das espécies. O veterinário-chefe do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU), Márcio Bandarra, manifestou preocupação com um trecho do vídeo em que pedestres chegam a tentar tocar o animal com os pés.
“Animais silvestres a gente não deve tocar, seja com a mão, seja com o pé”, afirmou.
Comportamento e riscos
Analisando as imagens, o especialista apontou que o porco-espinho não demonstrava postura agressiva. A conduta observada indicava que o bicho estava assustado, buscando apenas um abrigo em meio ao cenário urbano desconhecido.
Fora de seu ambiente natural, qualquer aproximação brusca pode ser interpretada como perigo iminente. O estresse gerado pelo assédio humano pode desencadear reações defensivas, colocando tanto o público quanto o próprio animal em situação de vulnerabilidade.
Diante de aparições semelhantes em zonas urbanas, a recomendação oficial é manter distância e evitar qualquer tipo de interação. “Em situações como essa, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar de Meio Ambiente. Os órgãos têm treinamento para realizar a captura e avaliar se o animal precisa de atendimento veterinário antes de ser devolvido à natureza”, ressaltou Bandarra.
