Líder do PL planeja votar PEC de pagamento por hora em 2027
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da sigla na Câmara, confirmou que o partido pretende pautar, em 2027, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o pagamento por hora trabalhada. A declaração foi feita nesta quarta-feira (14), data em que o Senado Federal deve deliberar sobre o encerramento da jornada 6×1.
Alternativa proposta pelo PL
O texto, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), é visto pela oposição como uma alternativa ao fim da escala 6×1. A proposta defende a flexibilidade para o trabalhador, permitindo que o modelo de pagamento por hora coexista com as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A ideia é que o colaborador tenha a liberdade de optar por qual regime deseja ser submetido.
Mudança de postura da oposição
Embora críticos iniciais ao modelo 5×2 defendido pelo governo, membros da oposição mudaram o tom com a aproximação das eleições. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que anteriormente classificou o fim da escala 6×1 como “hipocrisia e medida oportunista”, afirmou que apoiará a proposta atual para atender “a maioria da população”.
A fala de Flávio Bolsonaro
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador justificou sua posição: “Estou rodando o Brasil, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6×1. Então, vou votar a favor do fim da 6×1. Mas defendemos algo ainda melhor. Queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho”.
Tramitação no Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que existem votos suficientes para a aprovação do texto em primeiro turno. A PEC propõe a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, mantendo o valor dos salários. Enquanto a base governista pressiona por um calendário célere, a oposição busca estratégias para postergar a segunda etapa da votação para o período pós-eleitoral, apostando em um Congresso com perfil mais conservador em 2027 para viabilizar a pauta de Marinho.
