Plano de Flávio Bolsonaro: entenda o que é falso nas redes sociais
Circularam recentemente nas redes sociais diversas montagens que atribuem ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) propostas polêmicas, como o fim do Bolsa Família, a privatização do SUS, a venda da Petrobras e a retirada de direitos trabalhistas. No entanto, uma análise detalhada do plano de governo oficial registrado pelo candidato demonstra que essas afirmações não possuem respaldo no texto apresentado.
O que diz o plano sobre programas sociais e saúde
Ao contrário das alegações de que o candidato encerraria benefícios, o documento assegura a manutenção dos programas sociais vigentes, focando em aprimorar a gestão e reduzir fraudes. Sobre o SUS, o plano não propõe privatização nem cobrança de pacientes. A estratégia sugerida é a utilização da rede privada apenas em horários ociosos para reduzir filas de espera, mantendo o caráter público e gratuito do atendimento. Da mesma forma, não há qualquer menção ao encerramento da Farmácia Popular; pelo contrário, o texto sugere um sistema de entrega de medicamentos em domicílio para grupos vulneráveis.
Direitos trabalhistas e a CLT
As postagens que sugerem o fim da CLT, do 13º salário ou das férias também são infundadas. Embora o programa defenda a flexibilização e o princípio do “negociado sobre o legislado”, o texto enfatiza que qualquer medida para reduzir o custo do emprego formal será realizada “sem retirar direitos”. O plano foca em novos modelos de contratação, especialmente para jovens e pessoas com mais de 50 anos, sem extinguir proteções básicas.
A questão da Petrobras e da aposentadoria
O programa de governo menciona a retomada de desestatizações, mas não cita nominalmente a Petrobras para venda. Em relação à previdência, não existe proposta de extinguir a aposentadoria. O foco, segundo o documento, é o projeto “INSS sem fila”, que visa digitalizar processos e profissionalizar a gestão para acelerar a concessão de benefícios.
A campanha de Flávio Bolsonaro classificou as montagens como uma “nova onda de fake news eleitoral” e informou que pretende adotar medidas legais contra os responsáveis. Segundo a equipe, a divulgação de tais conteúdos fere o artigo 323 do Código Eleitoral. Em nota, a campanha reforçou que “jamais defendeu o fim ou a privatização” do sistema de saúde e que o objetivo principal de sua pauta econômica é reduzir custos de energia e combustíveis, mantendo os direitos sociais e trabalhistas garantidos por lei.
