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Janones defende canal Exército do Lula e nega uso de fake news

O deputado federal André Janones (Rede-MG) utilizou o espaço público para rebater críticas e defender a atuação do canal de transmissão “Exército do Lula”, presente no WhatsApp. Em declarações feitas a jornalistas nesta terça-feira (13), o parlamentar assegurou que o grupo atua dentro da legalidade e sem a propagação de conteúdos falsos.

Defesa e críticas à oposição

Ao abordar a dinâmica do grupo, Janones fez um contraponto à postura de seus adversários políticos. Segundo o deputado, o canal surgiu como uma resposta a pressões sofridas por apoiadores do governo em ambientes digitais.

“Eles nos assustaram. Então a gente ficou com medo de discordar, a gente passava a ter medo de fazer um comentário, porque vinha a tropa deles toda para nos atacar. Agora a gente montou um exército que combate isso, mas combate sem mentira, combate com o bem.”

O parlamentar ainda negou veementemente a disseminação de fake news no canal, classificando as acusações contra o grupo como uma manobra da oposição. “Vem uma decisão em que se cria uma fake news para derrubar o canal. Aí sim foi uma fake news, porque foi dito que o canal estava a distribuir fake news. Agora, o que me alivia, o que me deixa tranquilo, é que eu não preciso que as pessoas acreditem na minha palavra. Porque, se uma testemunha é suficiente, às vezes, num processo judicial, imagina 3 milhões e 400 mil testemunhas.”

Exigência de registro pelo TSE

A formalização do canal perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu após uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, motivada por um pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL). O magistrado entendeu que a obrigação de informar canais de propaganda eleitoral também engloba espaços públicos em aplicativos de mensagens.

Embora o trâmite tenha sido realizado pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários, a campanha do presidente Lula (PT) não assumiu o controle do canal, nem reconheceu vínculo prévio com a estrutura. A legislação eleitoral determina que canais criados durante a campanha sejam informados em até 24 horas, enquanto os pré-existentes devem seguir um protocolo de 48 horas de antecedência para uso em propaganda.

Monitoramento e fiscalização

A decisão de Nunes Marques também determinou o acompanhamento das publicações do grupo. De acordo com o ministro, “A ausência de registro do canal, por si só, já justificaria sua suspensão”.

A análise técnica do TSE identificou uma estrutura de mobilização digital que incentivava o compartilhamento massivo de conteúdos, muitas vezes sem verificação prévia. Apesar do alto volume de encaminhamentos — que chegou a registrar centenas de milhares de repasses — o magistrado ponderou que os dados atuais não são conclusivos para classificar o canal como uma estrutura exclusiva de desinformação. O tribunal, contudo, mantém atenção sobre o caso, citando inclusive o histórico de processos envolvendo o deputado Janones relacionados a temas de desinformação.

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