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Filme sobre Bolsonaro tem empresa de cunhado de banqueiro em contrato

Uma empresa administrada por um familiar do banqueiro Daniel Vorcaro foi apontada como investidora em um acordo milionário voltado para a produção de um longa-metragem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento com o valor de US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões no período, foi entregue às autoridades e passou a integrar as investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Detalhes do acordo internacional

A carta-acordo emitida pela Calixsan Capital Management aponta a Storm Empreendimentos e Participações como parte investidora, embora o documento seja direcionado à Entre Investimentos e Participações. De acordo com os investigadores, a empresa de Antônio Carlos Freixo Júnior acabou substituindo o negócio de Fabiano Zettel nas movimentações financeiras, tendo repassado US$ 12,3 milhões para o fundo americano Havengate Development Fund LP.

Cronograma de repasses e desvios de versão

O plano previa cronograma de aportes com início em janeiro de 2025 e finalidade cinematográfica explícita. A Polícia Federal identificou que, em 12 de fevereiro, a Super Empreendimentos e Participações — também ligada a Zettel — repassou R$ 12 milhões à Entre Investimentos, que no dia seguinte enviou US$ 2 milhões ao fundo nos Estados Unidos. A manobra gerou suspeitas porque a origem dos valores divergiu da justificativa de empréstimos, venda de ativos ou caixa próprio apresentada pelo colaborador.

Investigações sobre o Banco Master

A Super Empreendimentos também é alvo de apurações ligadas a supostos desvios no Banco Master. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam que a companhia movimentou milhões sem registrar faturamento, com valores repassados diretamente por Zettel. Além disso, o empresário é apontado como operador de pagamentos para um grupo investigado por corrupção e vazamento de informações.

As apurações sobre o financiamento do filme Dark Horse ganharam novos desdobramentos após a identificação de conversas em que o senador Flávio Bolsonaro cobrava pagamentos e acompanhava tratativas com o banqueiro. O inquérito foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal em julho para apurar crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

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