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Filme sobre Bolsonaro fechou acordo milionário com empresa ligada a ONG investigada

A produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse, firmou um contrato de R$ 1,5 milhão com uma empresa pertencente a um conselheiro de uma organização não governamental que atualmente é alvo de investigações por suspeitas de desvios de verbas públicas em São Paulo.

Detalhes do contrato milionário

O acordo financeiro foi estabelecido com a HCG Projetos e Cenografia Ltda., amplamente conhecida como HCamargo. O documento prevê a locação de estruturas e equipamentos cenográficos empregados nas gravações, estipulando a quantia exata de R$ 1.547.158,68 para o período compreendido entre 20 de outubro e 10 de dezembro de 2025.

O cronograma de pagamentos foi dividido em três partes: um adiantamento de R$ 682,4 mil, uma parcela de R$ 146,9 mil quitada em outubro de 2025, e um depósito de R$ 717,7 mil efetuado em abril de 2026. A formalização do contrato ocorreu justamente após a conclusão do período de locação dos materiais. A Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem, é comandada por Karina Ferreira da Gama, que também exerce a presidência do Instituto Conhecer Brasil.

Conexões e repasses anteriores

O proprietário da HCamargo, Eduardo Ferreira Franco, atua como conselheiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB). Investigações apontam que companhias ligadas a ele já haviam recebido repasses financeiros da própria organização não governamental, além de terem prestado serviços para a São Paulo Turismo (SPTuris), empresa vinculada à administração municipal paulistana.

Investigações da polícia civil e federal

As autoridades policiais investigam se recursos públicos repassados ao instituto foram desviados para custear a produção cinematográfica. O caso ganhou contornos mais amplos com a deflagração da Operação WiFi Livre SP, que analisa um contrato de R$ 108 milhões entre a ONG e a Prefeitura de São Paulo.

Paralelamente, a Polícia Federal analisa o envolvimento de figuras políticas e empresariais no financiamento da obra, incluindo negociações milionárias reveladas em mensagens que apontam o acompanhamento direto do senador Flávio Bolsonaro nos repasses financeiros para o projeto audiovisual.

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