Triângulo Mineiro

Adolescente agredida por professor em Uberlândia inicia terapia

A jovem de 16 anos que foi agredida por um docente da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) iniciou um acompanhamento terapêutico para lidar com o trauma decorrente do episódio. O caso aconteceu na madrugada da última segunda-feira (2), em um residencial situado no bairro Aclimação, na cidade mineira.

Ações judiciais e cobrança de custos

Segundo o advogado que representa a família, Murilo Ferreira Alves, a prioridade atual é garantir o suporte psicológico adequado para a vítima. A defesa pretende acionar a Justiça para responsabilizar o autor pelas despesas médicas geradas pela violência. “A gente vai requerer preventivamente que o autor seja responsabilizado por arcar com as custas desse tratamento, desse acompanhamento terapêutico da vítima”, afirmou Murilo Ferreira.

O plano da defesa inclui processar o docente em três frentes distintas: representação criminal no Ministério Público, pedido de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na UFU visando a exoneração do servidor, e uma ação por danos morais que também incluirá o ressarcimento dos gastos com o tratamento. “Apesar de o crime não ter uma correlação direta com a atividade do autor, existem deveres funcionais estatutários previsto no estatuto do servidor público que condicionam a questões afetas a princípios. Principalmente a moralidade, a ética, a conduta desse servidor público da área da educação, com função acadêmica dentro de uma universidade federal”, explicou o advogado.

Entenda como a confusão começou

De acordo com o registro da Polícia Militar, a briga teve início após o sumiço de um aparelho celular que a adolescente havia deixado carregando em uma área de lazer do condomínio, por volta de 0h30. O equipamento foi recolhido por engano pela esposa do professor, que acreditava pertencer a um convidado do casal.

Minutos depois, ao notar a ausência do telefone, a jovem tentou reavê-lo. A situação escalou quando o docente se envolveu na discussão, desferindo um soco no rosto de um amigo da vítima e outro em uma jovem que acompanhava o grupo. A adolescente correu para a portaria e, ao retornar, acabou sendo derrubada no chão por um tapa no rosto desferido pelo professor, sofrendo corte no lábio, vermelhidão e dores pelo corpo.

Prisão e repercussão institucional

O agressor foi preso em flagrante com sinais evidentes de embriaguez, mas acabou liberado após pagar fiança e assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência por lesão corporal e ameaça. A instituição de ensino e a direção da Faculdade de Odontologia emitiram notas oficiais repudiando a conduta do docente e garantindo que adotarão medidas rigorosas para apurar o caso administrativamente.

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