Economia e Dinheiro

Governo bloqueia mais de 13 mil sites de apostas ilegais no país

Desde o final de setembro, o governo federal já solicitou o bloqueio de 13.241 endereços eletrônicos de apostas irregulares em território nacional. A ofensiva contra as plataformas clandestinas inclui ainda a retirada de milhares de páginas e perfis em redes sociais que operavam sem autorização legal.

Mudança no fluxo financeiro das famílias

A exclusão das plataformas não regulamentadas busca conter a sangria financeira que afetava o orçamento doméstico brasileiro. Dario Durigan, ministro da Fazenda, destacou o impacto positivo da medida na economia popular durante pronunciamento oficial no início da noite.

“Já tínhamos identificado entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia que saía da poupança popular e ia para as bets. Dinheiro da poupança popular, que passa a ficar com as famílias. Essa é uma mudança importante”, declarou o ministro no início da noite.

Remoção de perfis e redes sociais

Além dos domínios na internet, as autoridades miraram a difusão de conteúdos irregulares em várias plataformas digitais. Foram exigidas quedas de 2.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 900 canais e grupos no Telegram, 103 contas no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord. Conforme o balanço oficial, o alcance combinado desses espaços superava 17 milhões de usuários.

Situação das plataformas autorizadas

Com o fim do prazo para o encerramento das atividades, apenas uma das 188 empresas que possuíam aval para funcionar até segunda-feira ainda estava ativa, gerando um pedido imediato de suspensão por parte da pasta econômica.

Devolução de recursos e concentração de saldos

Com o encerramento das operações e o fim do prazo para saques voluntários pelos usuários, cerca de R$ 1,325 bilhão continuam pendentes de restituição para aproximadamente 26,5 milhões de cidadãos. As empresas têm até quarta-feira (7) para repassar às instituições financeiras os dados dos saldos remanescentes vinculados aos respectivos CPFs.

Apesar da base ampla de cadastros, o montante financeiro está concentrado nas mãos de poucos participantes. Um grupo restrito detém a maior fatia do capital retido nas plataformas.

“A grande maioria dos apostadores tem saldo muito pequeno. Então, por exemplo, 1% dos apostadores, algo como 200 mil apostadores, representam 80% do saldo que hoje está pendente de ser resgatado. E 3,4% dos apostadores representa 90%. Percebo que há uma concentração grande”, afirmou o ministro.

Investigação de contas atípicas

O volume expressivo de recursos em determinadas contas chamou a atenção das autoridades federais. Cerca de 40 perfis que apresentam montantes acima de R$ 500 mil ou R$ 1 milhão serão alvos de apuração aprofundada para verificar indícios de lavagem de dinheiro e possíveis conexões com o crime organizado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *