Cleitinho avalia corte no IPVA e critica gestão financeira em MG
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), anunciou que conduzirá estudos técnicos antes de oficializar qualquer iniciativa para diminuir a alíquota do IPVA no estado. A declaração surge após o governo de Mateus Simões (PSD) encaminhar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto que possibilita o corte de até 75% no imposto, sem, contudo, garantir uma redução automática.
Transparência e responsabilidade fiscal
A promessa de campanha de reduzir a carga tributária sobre veículos será tratada pela futura gestão com cautela. Em nota oficial, o sucessor de Romeu Zema afirmou que a construção da proposta ocorrerá “com transparência, responsabilidade fiscal, considerando a realidade financeira do Estado e foco no alívio ao contribuinte”. O projeto enviado pelo atual governo serve como um instrumento para que a próxima administração tenha autonomia para definir quais categorias seriam beneficiadas e quais percentuais de desconto seriam viáveis, dependendo de regulamentação posterior.
Críticas à gestão financeira de Minas Gerais
Além da questão tributária, Cleitinho utilizou suas redes sociais para confrontar a atual administração mineira sobre o estado das contas públicas. Ele traçou um paralelo entre as dificuldades financeiras que enfrentará em 2027 e as críticas que o grupo de Zema direcionou ao PT no passado.
“O governo Zema passou anos criticando o PT pela situação financeira em que recebeu Minas Gerais. Agora, está entregando o Estado com os mesmos problemas que tanto criticou”, afirmou o governador eleito.
Déficit orçamentário e transição
Este é o segundo embate público recente entre o futuro governo e a atual gestão. O clima de tensão foi acentuado pelo aumento do déficit orçamentário previsto para 2027, que saltou de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões. Diante desse cenário, Cleitinho já manifestou a intenção de realizar uma auditoria e revisar contratos vigentes ao assumir o cargo.
Em resposta, o governo estadual defendeu a lisura do processo de transição, classificando-o como profissional e transparente. Sobre o déficit, a gestão atual argumentou que os valores são projeções e não necessariamente se concretizarão, ressaltando que caberá à futura equipe os ajustes necessários. Quanto ao projeto do IPVA, o governo justificou o envio da matéria ainda em 2026 para garantir que o próximo gestor tenha liberdade para definir as alíquotas de 2027, incluindo dispositivos que buscam preservar os repasses constitucionais aos municípios.
