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Eduardo Bolsonaro chama Moraes de tumultuador após ordem de prisão

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (8) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “tumultua o país”. A declaração ocorreu logo após o magistrado determinar que o ex-parlamentar inicie o cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

Sanções e suspensão de direitos políticos

Além da ordem de prisão, Moraes determinou o cancelamento dos passaportes de Eduardo e oficiou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que ocorra a suspensão dos direitos políticos do ex-deputado durante o período em que durarem os efeitos da condenação. De acordo com a determinação judicial, a sentença está transitando em julgado desde o dia 3 de setembro.

Origem da condenação no STF

A condenação do ex-parlamentar foi decidida pela Primeira Turma do STF em 16 de junho. O julgamento contou com os votos do relator, Alexandre de Moraes, e dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o político atuou para influenciar o governo dos Estados Unidos a aplicar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário com o objetivo de barrar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado em 2025 em um processo sobre uma trama golpista.

Críticas e nota oficial

Por meio de nota, o ex-deputado classificou a medida como “arbitrária, inoportuna e inócua”. No comunicado divulgado à imprensa, o político também afirmou que o “único efeito prático” da ordem de Moraes é “acirrar ainda mais e, sem nenhuma necessidade, os ânimos do país”.

Leia a íntegra da nota oficial divulgada pelo ex-deputado:

“Mesmo após o claro recado de basta dado pelas urnas, Alexandre de Moraes mais uma vez tumultua o país com uma decisão arbitrária, inoportuna e inócua, uma vez que os Estados Unidos já deixaram claro que não cumprem decisões delirantes dessa natureza”.

“O único efeito prático desse ato, tomado deliberadamente no meio do processo eleitoral, é acirrar ainda mais, e sem nenhuma necessidade, os ânimos do país. Felizmente, no próximo dia 25, o povo brasileiro dará o seu recado final elegendo Flávio Bolsonaro, que, com o novo Congresso, vai restaurar a normalidade no Brasil”.

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