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Edinho Silva acusa Meta de favorecer oposição na campanha de Lula

O presidente nacional do PT e coordenador político de Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (19) que a atuação da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — causou danos à campanha petista. Segundo o dirigente, a empresa de tecnologia teria adotado uma postura parcial, o que compromete a lisura do ambiente digital no cenário eleitoral brasileiro.

Críticas à postura da Meta nas eleições

Durante um debate na GloboNews, que contou com a participação do senador Rogério Marinho (PL-RN), Edinho Silva enfatizou que a companhia não deveria interferir no pleito nacional. Ao comentar a gestão das plataformas, o petista declarou: “A Meta prejudicou muito a campanha do presidente Lula, inclusive restringindo nossos conteúdos e liberando os do nosso adversário”.

O coordenador político argumentou que a resistência da empresa em aceitar novas regras no país está ligada a interesses corporativos. Ele afirmou: “Não dá para a gente enfrentar a Meta, que é uma empresa norte-americana, que tem interesses comerciais no Brasil, que não quer que as redes sejam reguladas”.

Exigência do TSE e questionamentos sobre algoritmos

O embate entre a Justiça Eleitoral e a gigante de tecnologia se intensificou no último domingo (18). O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Meta comprove em 24 horas o cumprimento das ordens judiciais referentes à veiculação de anúncios políticos e distribuição de conteúdos no segundo turno das eleições de 2026. Em caso de descumprimento, a multa diária fixada é de R$ 1 milhão.

Supostas anomalias no alcance de conteúdos

Além da questão jurídica, Edinho Silva levantou dúvidas sobre o funcionamento dos algoritmos de entrega de posts. Para o dirigente, existem métricas de engajamento que carecem de transparência e lógica técnica. Ele pontuou: “Alguns conteúdos alcançam números exorbitantes que ninguém explica. Um influenciador do Flávio não pode ser mais influente do que a Beyoncé, que tem influência mundial. Algumas coisas são inexplicáveis”.

A declaração reforça o posicionamento do PT em favor de um marco regulatório mais rígido para as redes sociais, visando combater o que o partido classifica como distorções no debate público e favorecimento indevido de grupos políticos nas plataformas digitais.

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