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Meta proíbe anúncios do TikTok em sete países e acirra disputa

A Meta interrompeu a veiculação de publicidade da ByteDance, dona do TikTok, em sete territórios globais. A determinação passou a valer em uma quinta-feira (08/10) e abrange qualquer campanha publicitária originada pela companhia de origem chinesa nos Estados Unidos, Canadá, Egito, Indonésia, Japão, Tailândia e Vietnã.

Campanhas de terceiros também são barradas

Além das promoções diretas da rede social vizinha, a nova diretriz da dona do Facebook e do Instagram atinge ações de parceiros comerciais. Qualquer anúncio criado por terceiros que tenha como objetivo direcionar o tráfego de usuários para o TikTok ou para outras soluções da empresa rival sofrerá bloqueio automático nessas regiões específicas.

Motivações comerciais e o argumento da concorrência

De acordo com apuração da Bloomberg, a corporação liderada por Mark Zuckerberg classifica a medida como uma escolha comercial legítima entre rivais do setor digital. A disputa pelo mercado de verba publicitária digital esquenta o cenário tecnológico global.

O porta-voz da Meta, Christopher Sgro, acrescentou que a dona do Instagram não é obrigada a oferecer seus serviços de publicidade a uma rival que leva usuários para fora de seus aplicativos.

Essa competição acirrada também se reflete nas regras internas da plataforma asiática, que impõe barreiras a links externos voltados para abertura ou login em outras redes sociais. No território norte-americano, a operação passou por uma reestruturação profunda após pressões regulatórias, culminando na criação de uma joint venture sob o comando de acionistas locais.

Outros fronts: a segurança digital de menores

O acirramento comercial ocorre em meio a debates intensos sobre a segurança de crianças e adolescentes no ambiente virtual. Recentemente, a controladora do Instagram firmou um entendimento legal com estados americanos para implementar salvaguardas adicionais a contas juvenis.

Enquanto governos locais exigem medidas ainda mais duras contra redes sociais, a defesa da gigante tecnológica argumenta que órgãos fiscalizadores deveriam fiscalizar concorrentes como o próprio aplicativo de vídeos curtos e o YouTube.

Situação no mercado nacional

Até o momento, a corporação não detalhou planos para expandir a proibição a outras praças internacionais. O Brasil ficou de fora da medida, permitindo que campanhas da rede social continuem operando normalmente no país, desde que respeitem as diretrizes de conteúdo padrão.

A estratégia comercial é vital para o crescimento da plataforma asiática. Nos EUA, o ecossistema de anúncios passou por expansões recentes para otimizar o uso de dados e segmentar campanhas em ambientes externos.

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