Minas Gerais

Minas Gerais registra alta de 54% em denúncias eleitorais

Minas Gerais consolidou-se como um dos estados com o maior volume de queixas sobre propaganda eleitoral irregular durante o primeiro turno das eleições de 2026. Com 6.035 registros contabilizados pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, o estado mineiro aparece atrás apenas de São Paulo, com 13,7 mil denúncias, e da Bahia, que somou 7 mil.

Crescimento expressivo nas ocorrências

O cenário mineiro reflete uma tendência nacional de aumento na fiscalização popular. Em comparação com o primeiro turno de 2022, quando o sistema contabilizou 3.907 registros, houve um crescimento de 54,4% no volume de denúncias em Minas Gerais. No âmbito federal, o cenário é ainda mais intenso: o Brasil superou a marca de 67,1 mil relatos, um salto de 73,3% em relação ao pleito anterior, que registrou 38,7 mil casos.

Tipos de irregularidades mais comuns

A análise dos dados revela que as infrações em vias públicas lideram o ranking estadual, totalizando 2.759 ocorrências, o equivalente a 45,7% do volume total. Na sequência, aparecem as violações cometidas no ambiente virtual, com 712 registros, e o uso indevido de bens públicos, que somou 617 casos.

Dinâmica durante o segundo turno

Mesmo após a definição do primeiro turno, o sistema segue ativo. Entre os dias 5 e 12 de outubro, Minas Gerais registrou 176 novas ocorrências. Nesse período, o foco das denúncias mudou ligeiramente, com a propaganda na internet liderando a lista (66 relatos), seguida por irregularidades em bens públicos (24) e adesivagem em veículos (15).

Como funciona o aplicativo Pardal

O Pardal é a ferramenta oficial da Justiça Eleitoral para o recebimento de relatos sobre publicidade irregular, uso de equipamentos de som acima do permitido ou distribuição inadequada de materiais de campanha. O acesso é gratuito e exige que o eleitor utilize sua conta Gov.br ou o e-Título para validar a denúncia.

Ao enviar a ocorrência, o cidadão deve obrigatoriamente anexar evidências, como fotos, vídeos ou áudios, que comprovem a irregularidade. Após o envio, um protocolo é gerado para que o denunciante acompanhe a análise do órgão responsável. Caso o relato não se enquadre nas competências do aplicativo, o sistema orienta o usuário a buscar o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE) ou os canais do Ministério Público Eleitoral (MPE).

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