Nunes Marques afasta o TSE de mudanças em seções eleitorais
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, reforçou nesta terça-feira, 20, que a Corte “não tem nenhuma participação na alteração de endereço de local de votação”. A declaração ocorreu durante a abertura da sessão plenária, motivada pela repercussão em torno da mudança de endereço em 453 seções eleitorais que acontecerá entre o primeiro e o segundo turno.
Atuação dos tribunais regionais
Durante seu pronunciamento, o magistrado pontuou que o tribunal brasileiro não possui gerência direta sobre essas modificações, esclarecendo que “O TSE não solicita, ele não autoriza, não há nenhum tipo de chancelamento”. Segundo o presidente, o órgão mantém contato contínuo com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), instâncias encarregadas de gerir tais movimentações práticas.
Fatores climáticos e estruturais
As demandas são encaminhadas pelos cartórios locais para análise dos TREs. Os ajustes normalmente decorrem de intempéries climáticas — situação recorrente na região Sul — ou por questões de segurança na infraestrutura física, como riscos de desabamento. O objetivo é sempre realocar os eleitores para um espaço seguro nas proximidades.
Balanço e queda expressiva
Apesar da polêmica recente, a Justiça Eleitoral contabilizou uma queda de 85% nas modificações secionais em comparação com o pleito de 2022. Enquanto na eleição passada o total atingiu 5.822 seções, o cenário atual marca 453 alterações catalogadas, correspondendo a apenas 15% do volume anterior.
O volume gerou confusão pública após divergências nos números divulgados na última sexta-feira (16) e no domingo (18). O tribunal alertou que o sistema permanece em atualização e pode sofrer novos ajustes até o pleito do próximo domingo, 25. Para o ministro, houve “uma série de desinformações a respeito disso” decorrentes do próprio fluxo de alimentação dos dados pelos órgãos regionais, cujos registros passam por revisões graduais ao longo da semana seguinte ao primeiro turno.
