Operação do Gaeco mira fornecedor de caça-níqueis em São Paulo
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia deflagrou nesta quarta-feira (7) a terceira fase da Operação Trevo do Infortúnio. O alvo da ação é um suposto fornecedor de máquinas caça-níqueis estabelecido no interior paulista, apontado como parceiro comercial de uma facção especializada em contravenção e lavagem de dinheiro.
Mandados cumpridos em Campinas
As equipes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços situados nos bairros Jardim Boa Esperança e Parque Via Norte, na cidade de Campinas. A identidade do investigado não foi revelada pelas autoridades. Durante as diligências, os agentes confiscaram mais de R$ 63 mil em dinheiro vivo, além de diversas peças de reposição destinadas à manutenção dos equipamentos de azar.
Esquema de locação falsa e ocultação de capitais
De acordo com o levantamento conduzido pelo Ministério Público, os equipamentos eram entregues aos operadores do esquema mediante contratos de locação fictícios e notas fiscais simuladas. Na prática, a remuneração do alvo em São Paulo era calculada com base em um percentual sobre o faturamento obtido pelas máquinas.
Para encobrir o fluxo financeiro, a organização utilizava pagamentos em espécie, emissão de cheques e transferências intermediadas por terceiros. Essa engenharia financeira servia para ocultar a origem e o destino final dos recursos ilícitos.
Atuação regional e histórico da quadrilha
Conforme apurado pelos investigadores, o grupo criminoso mantinha operações ativas em Uberlândia por mais de três trinta anos, controlando pontos de apostas nos bairros Luizote de Freitas, Martins, Osvaldo Rezende, Tibery, Custódio Pereira e Bom Jesus. Além de Minas Gerais, os caça-níqueis fornecidos pela empresa paulista também eram distribuídos para fins contravencionais nos estados de Goiás e Tocantins.
A ofensiva atual conta com o suporte operacional do Gaeco Campinas e do 1° Batalhão de Ações Especiais de Campinas (BAEP). Em fases anteriores, a força-tarefa já havia formalizado denúncias contra cinco pessoas, firmado acordos de colaboração premiada e de não persecução penal, além de recuperar mais de R$ 27 milhões para os cofres públicos, sem registrar prisões nesta nova etapa.
