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Governo Lula 4: PSD, MDB e União Brasil lideram negociações

O PSD, o MDB e o União Brasil despontam como os principais interlocutores nas tratativas para compor a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu quarto mandato, com início previsto para janeiro de 2027. O governo trabalha para assegurar o controle ou a manutenção de pastas estratégicas na Esplanada, enquanto o petista estende o diálogo ao Progressistas (PP) e ao Republicanos para fortalecer sua sustentação política.

Estratégia para o novo Congresso

A ofensiva de Lula ocorre após sua vitória contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21%. O presidente reeleito encara um cenário legislativo desafiador, marcado por um Congresso Nacional fragmentado e um PL que consolidou sua força, detendo a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e 28 das 81 cadeiras no Senado.

Para aprovar propostas de emenda à Constituição (PECs) e projetos prioritários, o Planalto depende da adesão de legendas que não integraram formalmente a coligação eleitoral. A distribuição de ministérios funciona como a principal moeda de troca para garantir a governabilidade nos próximos quatro anos.

O papel do Centrão nas articulações

As legendas favoritas ao espaço ministerial já possuem histórico de convivência com o governo. O PSD, sob o comando de Gilberto Kassab, e o MDB, presidido por Baleia Rossi, participaram ativamente do terceiro mandato. O União Brasil, embora tenha enfrentado crises recentes e divergências internas após o afastamento oficial da base em 2025, mantém canais abertos com o Executivo.

Paralelamente, a busca por apoio no PP e no Republicanos visa reduzir a dependência de acordos pontuais. O Republicanos ganha relevância por ser a sigla de Hugo Motta (PB), atual presidente da Câmara que articula sua reeleição ao posto em fevereiro de 2027. Já o PP vive um momento de cisão interna, com alas bolsonaristas resistindo a um alinhamento total com o Palácio do Planalto.

Recomposição com o Legislativo

Logo após o pleito, Lula se reuniu no Palácio da Alvorada com Hugo Motta e Davi Alcolumbre para debater a organização do novo governo. O encontro com Alcolumbre sinaliza uma tentativa de pacificação, após o desgaste gerado pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF em 2027. O governo projeta reapresentar o nome de Messias, contando com a articulação de Alcolumbre para viabilizar a aprovação.

Apesar do avanço das conversas, o cenário permanece fluido. A composição final da base dependerá da definição das presidências das Casas, das comissões temáticas e da capacidade do governo de manter a coesão das bancadas em um ambiente de forte oposição.

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