Triângulo Mineiro

Estudante de Uberlândia é premiado em concurso literário em Londres

O estudante brasileiro Pedro Henrique Vaz Negrini, de apenas 14 anos, trocou o uniforme escolar pelo smoking para subir ao palco em Londres. Morador de Uberlândia, o jovem foi um dos grandes destaques do Global Essay Prize 2026, concurso promovido pelo renomado John Locke Institute, que recebeu mais de 100 mil inscrições de 183 países diferentes.

Reconhecimento internacional e bolsa de estudos

Durante a cerimônia de gala realizada em 3 de outubro, Pedro Henrique recebeu o certificado de ‘Alta Recomendação’ (High Recommendation), conquista que o colocou entre os sete melhores de sua categoria. Além do reconhecimento acadêmico, o estudante garantiu uma bolsa de US$ 1 mil para investir em cursos do instituto, que oferece programas em cidades como Oxford, Cambridge e Washington.

“Eu não esperava estar entre os premiados. Quando anunciaram meu nome levei um susto e demorei alguns instantes para entender o que estava acontecendo. A ‘High Recommendation’, o que me colocava no top 7 da minha categoria “.

Referências brasileiras no ensaio

O texto de Pedro Henrique, focado na categoria Júnior de Relações Internacionais, abordou o dilema sobre os efeitos da ajuda externa para países pobres. Para construir sua argumentação, o estudante utilizou um repertório diversificado, citando a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e letras de bandas como Legião Urbana e Paralamas do Sucesso.

“Admiro a profundidade das letras e a forma como elas ainda dialogam com diferentes gerações. Por mais que esse ensaio não tenha sido escrito pensando em uma homenagem musical, espero que seja recebido com carinho por fãs da Legião Urbana”.

Experiência cultural em Londres

Além da premiação, a viagem proporcionou encontros diplomáticos e acadêmicos. Pedro, acompanhado por seu pai e pelo mantenedor de sua escola, foi recebido para um café da manhã na residência oficial do embaixador do Brasil no Reino Unido, Antonio Patriota. O jovem também aproveitou a estadia para trocar experiências com estudantes de diversas nacionalidades, como China, Índia e Paquistão.

“Alguns deles já estudam fora, construindo uma trajetória internacional e percebi como o conhecimento pode aproximar pessoas de culturas muito diferentes e ampliar nossos horizontes. É um caminho que sonho em seguir”.

De volta ao Brasil, o estudante já traça metas ambiciosas, incluindo o desejo de ingressar no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Ele também planeja incentivar outros jovens brasileiros a participarem de competições intelectuais.

“Eu sei que essa premiação do John Locke Institute, isoladamente, não me garante uma vaga no MIT, mas com certeza é uma conquista significativa no caminho até lá”.

“Voltei de Londres com a ideia de formar um grupo para ajudar outros estudantes a desenvolverem seus projetos. Sei que temos muitos por aí com ideias maravilhosas e interessantes e só precisam de um lugar, um espaço para falar sobre elas”.

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