Lula assume responsabilidade por desempenho eleitoral e avaliação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (15) que assume total responsabilidade pelo desempenho nas urnas no primeiro turno, bem como pelos índices de avaliação negativa registrados em sua gestão. O petista, que na disputa presidencial obteve 45,16% dos votos válidos, ficando atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), reconheceu que o ônus pelos resultados recai sobre sua própria atuação política.
Autoavaliação e responsabilidade política
Ao abordar a percepção popular sobre seu governo, o chefe do Executivo enfatizou que não pretende transferir a responsabilidade por eventuais incompreensões da sociedade. “Se eu não consegui ser compreendido pela sociedade brasileira, eu não posso jogar a culpa em ninguém. Eu tenho que jogar a culpa em mim, porque, quando as coisas dão certo, sou eu quem ganho. Quando elas não dão certo, sou eu quem perco”, declarou Lula em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo.
Dados da desaprovação popular
O posicionamento de Lula ocorre em um momento de desafio para o governo nas pesquisas de opinião. De acordo com o levantamento do Datafolha, divulgado nesta quinta-feira, a desaprovação da gestão atinge 50% dos entrevistados, enquanto 48% aprovam o trabalho do petista. No recorte qualitativo, 41% da população classifica a administração como “ruim ou péssima”, enquanto 35% avaliam como “ótimo ou bom”.
Desafios e legado político
O presidente apontou obstáculos herdados da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro como entraves para o avanço de sua agenda. “Foram dois anos e meio para tentar recuperar o país”, afirmou, justificando que enfrentou “algumas dificuldades” estruturais. Embora defenda que realizou “muitas coisas” em seu atual mandato, o mandatário lamentou que “não teve a capacidade” de fazer a população “compreender” o impacto dessas ações.
Ao refletir sobre sua trajetória, Lula afirmou “ter clareza” de que o suporte eleitoral recebido por ele está fortemente atrelado ao desempenho de seu segundo governo, que terminou em 2010. Segundo a visão do presidente, o país “vivia momento de ouro” naquele período, o que ainda ecoa na memória do eleitorado.
