Microsoft Defender chega aos computadores com Linux em fase prévia
A expansão da segurança da Microsoft atingiu as estações de trabalho com o sistema de código aberto. A companhia disponibilizou em prévia pública o Microsoft Defender para desktops Linux, ferramenta voltada especialmente para engenheiros de software, desenvolvedores e equipes de segurança que utilizam o sistema operacional no ecossistema corporativo.
Foco no ambiente corporativo e estações de trabalho
Com essa novidade, a plataforma de proteção da criadora do Windows passa a auxiliar profissionais de TI que podem “interagir com repositórios de código […], ambientes de nuvem e ferramentas internas de desenvolvimento”. Como o foco é estritamente empresarial, o recurso demanda licenças corporativas específicas e não será distribuído de forma gratuita para usuários domésticos.
A iniciativa faz parte de um processo contínuo de expansão iniciado em 2019, cujo propósito é centralizar a defesa de ambientes corporativos em uma única plataforma. O ecossistema de segurança já contava com soluções para macOS, Android e iOS, além da versão voltada a servidores Linux, que agora serve como base para esta nova edição direcionada aos computadores de uso pessoal dos colaboradores.
Riscos de segurança e recursos de proteção
Anteriormente, as companhias que utilizavam o Defender em servidores Linux careciam de suporte equivalente para gerenciar e classificar desktops baseados no mesmo sistema, deixando parte dos equipamentos vulneráveis fora do escopo de monitoramento.
A empresa ressalta que essas máquinas possuem acesso a ambientes em nuvem, repositórios privados, contêineres e ferramentas de integração e entrega contínua (CI/CD) empregadas na distribuição de softwares. Desse modo, um comprometimento nesses terminais pode servir como vetor para investidas maliciosas contra toda a infraestrutura da organização.
Ferramentas disponíveis na nova versão
O software traz para as estações de trabalho o mesmo conjunto de tecnologias já empregadas na edição para servidores:
Recursos principais:
- Antivírus e detecção de atividades maliciosas;
- Inventário de dispositivos monitorados e identificação de falhas de segurança;
- Investigação de eventos suspeitos para auxiliar na análise de incidentes;
- Comandos remetos, como o isolamento de máquinas comprometidas.
Distribuições compatíveis e requisitos de licença
O processo de instalação emprega os mesmos pacotes e métodos de implantação já conhecidos na versão voltada para servidores. Dessa forma, o suporte abrange as principais distribuições do mercado, incluindo Ubuntu, Debian, Fedora, Red Hat Enterprise Linux (RHEL), Amazon Linux, CentOS e CentOS Stream.
Para integrar os computadores com o sistema do pinguim à central de segurança da empresa, é obrigatório o uso de uma das seguintes opções de licenciamento: Microsoft Defender for Endpoint Plano 2 (P2) de forma autônoma, Microsoft 365 E5 ou Microsoft 365 E7.
